Cultura

Desde o início, ênfase na presença feminina

Barry Sonnenfeld dirigiu os três primeiros filmes da franquia MIB – Men in Black, Homens de Preto. Foi diretor de fotografia em filmes antigos dos irmãos Coen, e coincidência ou não, uma marca em Gosto de Sangue, Arizona Nunca Mais e Ajuste Final eram os voos rasantes de câmera baixa que ele repetiu, depois, nos próprios filmes, em outra série que dirigiu, A Família Addams. Basta lembrar da câmera frenética que seguia a Mãozinha correndo pelo chão.

Em 1997, e é importante destacar, em parceria com a Amblin Entertainment de Steven Spielberg, iniciou a franquia MIB, adaptando livremente a série de comics criada por Lowell Cunningham e Sandy Carruthers, sobre extraterrestres que vivem na Terra, monitorados por uma agência do governo. A mistura de ação, ficção científica e humor agradou ao grande público e aos críticos. Beneficia-se, enormemente, da maquiagem de Rick Baker e dos efeitos visuais da Industrial Light & Magic.

No primeiro MIB de Sonnenfeld, há 22 anos, o agente K/Tommy Lee Jones participa de uma operação, com o parceiro, D, na fronteira mexicana. D sente-se muito velho e pede a K que busque novo parceiro e, seguindo um procedimento normal na franquia, apague sua memória. Entra em cena Will Smith, que vai virar o agente J. Nessa primeira aventura, a mulher já é essencial, a Dra. Laurel Weaver, a agente L – a sexy Linda Fiorentino. No segundo filme, de 2002, a participação feminina se faz com a vilã, uma alien kylothiana monstruosa que assume a forma da (muito) sedutora Lara Flynn Boyle. E, na terceira, de 2012, a trama envolve viagem no tempo. Na 4, o desafio de ressuscitar a franquia é vencido com garbo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.