Tecnologia & Meio ambiente

Descobertos parentes do Sars-CoV-2 fora da China pela 1ª vez

ROMA, 25 NOV (ANSA) – Cientistas encontraram novos coronavírus relacionados ao Sars-CoV-2 em amostras congeladas de alguns morcegos conservados em laboratórios do Camboja e do Japão, revelou uma matéria publicada na revista científica “Nature” nesta terça-feira (24). Essa é a primeira vez que “parentes” do vírus causador da Covid-19 são localizados fora da China.   

No Camboja, o vírus foi encontrado em dois morcegos-ferradura de Shamel (Rhinolophus shameli), capturados no norte do país em 2010. O genoma completo deles, porém, ainda não foi completamente sequenciado, tornando difícil verificar se ele pode ter provocado a mutação que afetou os humanos.   

“Se ele estiver realmente coligado ou for um ancestral do coronavírus pandêmico, seria uma informação crucial para entender como o Sars-CoV-2 passou dos morcegos para os humanos”, destaca Veasna Duong, virologista do Instituto Pasteur de Phnom Penh, que coordenou o estudo e informou a descoberta à “Nature”.   

Já o virologista do Instituto Pasteur de Paris, Etienne Simon-Loriere, explicou que, para dar informações úteis, o vírus precisa compartilhar mais de 97% de seu genoma com o causador da Covid-19. Se o novo vírus for um “parente distante” do atual causador da pandemia, “poderia também ajudar a entender melhor a diversidade dessa família de vírus”.   

Esse parece ser o caso da descoberta no Japão, que analisou um pequeno morcego-ferradura (Rhinolophus cornutus) capturado em 2013. O vírus, chamado de Rc-0319, compartilha 81% do genoma com o Sars-CoV-2, segundo um estudo já publicado pela revista “Emerging Infectious Diseases” e citado agora pela “Nature”, o que o torna um “parente distante” do atual coronavírus, mas não possibilita entender a origem da pandemia atual.   


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Independentemente do que o grupo de cientistas do Camboja ainda vai descobrir, “ambas as descobertas são interessantes porque confirmam que os vírus estreitamente conectados com o Sars-CoV-2 são muito comuns nesse tipo de morcegos, também fora da China”, acrescentou a especialista da Wildlife Conservation Center de Hanói, Alice Latinne, que acredita que outros “parentes” poderão ser encontrados em amostras congeladas de morcegos em outros laboratórios.   

Apesar de não se saber qual foi o animal que provocou o chamado “salto de espécie” do novo coronavírus para os humanos, os cientistas têm fortes indícios de que os morcegos-ferradura (Rhinolophus) tenham sido os hospedeiros do Sars-CoV-2. O que não se sabe também é se a transmissão foi diretamente desses animais para os homens ou se houve uma espécie intermediária na cadeia de transmissão. (ANSA).   

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