Socorristas encontram mais dois corpos nos escombros de um prédio que desabou na última quinta-feira (30) em Messina, no sul da Itália, elevando para três o número de mortos na tragédia. As buscas continuam na região, onde quatro pessoas permanecem desaparecidas após o incidente que mobiliza equipes de resgate.
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O que aconteceu
- O desabamento em Messina, na Itália, já registra três mortos e quatro desaparecidos após a localização de mais dois corpos nos escombros.
- Rosa Leone, irmã da primeira vítima identificada, Carmelo Leone, teve os restos mortais resgatados na madrugada deste sábado (1º).
- As causas do colapso do edifício, que abrigava estabelecimentos comerciais e residências, ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.
Uma das vítimas, identificada como Rosa Leone, teve os restos mortais removidos dos destroços pelos bombeiros na madrugada deste sábado (1º), enquanto o outro cadáver foi localizado, mas ainda não foi recuperado nem reconhecido. Com isso, o número de mortos no desabamento em Messina subiu para três, mas o balanço ainda pode se agravar. Rosa era irmã de Carmelo Leone, primeiro morto identificado na tragédia, e quatro pessoas seguem desaparecidas.
Entre elas estão o marido de Rosa, Santino Magazzù, e uma irmã dela e de Carmelo, Sara, todos italianos. Os outros com paradeiro desconhecido são o empregado doméstico Lhairu Warnakulasuriya, natural do Sri Lanka, e a italiana Alessandra Frazzica, atendente de uma loja chinesa que funcionava no primeiro andar do edifício. Cinco pessoas ficaram feridas em estado grave.
Buscas por sobreviventes persistem
O prédio abrigava estabelecimentos comerciais no térreo e no primeiro andar, e residências no segundo pavimento. As equipes de resgate, com o auxílio de máquinas e cães farejadores, continuam os trabalhos incessantes na esperança de encontrar mais sobreviventes sob os destroços, apesar do tempo decorrido desde o desabamento.
As causas da tragédia ainda estão sendo apuradas pelas autoridades italianas. O procurador de Messina, Antonio D”Amato, que chefia o inquérito sobre o desabamento, destacou a amplitude da investigação.
O que as autoridades investigam?
“Neste momento, a investigação está sendo conduzida de forma abrangente e busca esclarecer uma série de questões, incluindo se havia obras em andamento para resolver problemas — não sabemos se eram estruturais ou simplesmente de reforma”, disse D”Amato, evidenciando a complexidade do caso.
Salvo Cocina, chefe da Defesa Civil na região da Sicília, reforçou a linha de investigação sobre a estrutura do edifício. “Os andares desabaram uns sobre os outros, então ou havia algo muito pesado, ou provavelmente havia um defeito estrutural, e é isso que estamos investigando agora”, explicou Cocina, que mantém “esperanças” de encontrar sobreviventes nos escombros. Da IstoÉ com ANSA.