Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O deputado estadual Filippe Poubel (PSL), acompanhado por seguranças armados, fez uma fiscalização na quarta-feira (27) no hospital de campanha para o combate do novo coronavírus no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A vistoria foi transmitida ao vivo nas páginas do deputado nas redes sociais. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

“Eu ia ser calmo, brando, nessa fiscalização. Agora, vou tocar o terror”, afirmou o deputado em trecho da gravação. Poubel esperou por meia hora antes de entrar, aos gritos, nas dependências do hospital que deveria ser inaugurado naquele dia.

Na confusão, Poubel afirmou que o hospital é um “circo” e “possui apenas dez respiradores, não tem rede de esgoto, nem equipamentos de proteção individual”. Ao cobrar falar com um representante da Organização Social Iabas, ele se exaltou com um suposto colaborador e ambos trocaram xingamentos.

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Prometido para o dia 30 de abril, o hospital de campanha continua em obras, apesar de já ter sido inaugurado. Após a fiscalização de Poubel, a assessoria da Iabas emitiu nota e classificou a visita do deputado de “inapropriada”.

“Um dos acompanhantes do deputado chegou a sacar uma arma. Um Boletim de Ocorrência sobre as agressões e a posse indevida de armas será registrado”, diz a nota da organização.

Também em nota, o deputado afirmou que “ não houve qualquer irregularidade no curso da fiscalização”. Poubel ressaltou que a visita foi “acompanhada o tempo todo pela PMERJ e transmitida ao vivo nas redes sociais do deputado para dar total transparência e evitar distorções”.

“O vídeo na íntegra está disponível para a população. Durante a fiscalização, funcionários da obra, sem crachá de identificação, tentaram omitir falhas, e um deles agrediu verbalmente o deputado, o que fez Filippe Poubel se exaltar verbalmente, mas em nenhum momento houve agressão física de sua parte nem de seus seguranças”, diz a nota.

“Cabe esclarecer que o deputado desde o ano passado cumpre uma série de recomendações da Polícia Civil devido a um relatório da corporação apontando risco de atentado à sua vida. Sendo assim, os seguranças do deputado são policiais, natural portarem armas para a defesa do parlamentar e própria proteção”, concluiu.