Deputada é atingida na cabeça por explosivo em Honduras; veja vídeo

A parlamentar relatou dores intensas, tontura, problemas auditivos e dificuldade para enxergar, segundo a imprensa local

deputada de Honduras
A deputada de Honduras Gladis Aurora López foi atingida na cabeça Foto: Reprodução

A deputada de Honduras Gladis Aurora López, do Partido Nacional, ficou ferida depois de ser atingida na cabeça por um objeto descrito pela imprensa local como um explosivo enquanto concedia uma entrevista nos arredores do Congresso Nacional, na tarde desta quinta-feira, 8.

No vídeo, divulgado no X, é possível ver o momento em que a parlamentar foi atingida na cabeça. O caso ocorreu durante protestos em frente ao Congresso após a convocação de uma sessão para discutir a recontagem de votos das eleições gerais, que teve resultado divulgado em 24 de dezembro e apontou a vitória do candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional.

Depois, do ataque, a deputada relatou dores intensas, tontura, problemas auditivos e dificuldade para enxergar, segundo o jornal La Prensa. Dirigentes do partido afirmaram que a parlamentar sofreu queimaduras e precisou ser levada a um hospital local.

O presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, condenou o episódio e determinou a abertura de uma investigação. Segundo ele, imagens de câmeras de segurança e registros do sistema de emergência devem ser analisados para identificar o responsável pelo ataque.

A população de Honduras foi às urnas em 30 de novembro de 2025, em uma eleição acirrada e semanas de atraso na divulgação do resultado oficial. O pleito ainda teve influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apoiou a candidatura de Asfura.

Segundo a autoridade eleitoral de Honduras, conhecida como CNE, o candidato conservador Asfura obteve 40,3% dos votos, contra 39,5% do candidato de centro-direita do Partido Liberal, Salvador Nasralla.

O jornal norte-americano The New York Times informou que observadores internacionais acompanharam o processo eleitoral e afirmaram que, apesar das acusações feitas, não encontraram evidências de manipulação da eleição.

Asfura substituirá a atual presidente, Xiomara Castro, eleita em 2021, quando a esquerda voltou ao poder no país após 12 anos de governos conservadores.