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Democratas planejam avançar rapidamente na indicação de Biden para Suprema Corte

Democratas planejam avançar rapidamente na indicação de Biden para Suprema Corte

Juiz Stephen Breyer

Por Richard Cowan

WASHINGTON (Reuters) – Os democratas que controlam o Senado dos Estados Unidos planejam agir rápido sobre a próxima indicação do presidente Joe Biden para substituir o juiz da Suprema Corte Stephen Breyer, que está se aposentando, semelhante ao que os republicanos fizeram em um mês para a juíza Amy Coney Barrett, disse uma fonte familiarizada com o planejamento.


Breyer, de 83 anos, se aposentará quando o atual período do tribunal terminar em junho, afirmaram parlamentares dos EUA nesta quarta-feira. Os democratas controlam de forma apertada o Senado, que confirma os indicados à Suprema Corte.

Os democratas do Senado não precisam esperar a saída de Breyer para aprovar um candidato que será empossado quando ele deixar formalmente o posto, disse a fonte, falando sob condição de anonimato.

O ex-presidente Donald Trump nomeou Barrett em 26 de setembro de 2020, pouco mais de uma semana após a morte da juíza liberal Ruth Bader Ginsburg. O Senado, então liderado por republicanos, confirmou Barrett em 26 de outubro de 2020, uma semana antes da eleição presidencial que Trump perdeu para Biden. A nomeação de Barrett aumentou a maioria conservadora do tribunal para 6 a 3.

A substituição de Breyer não mudará a composição ideológica da Suprema Corte porque se espera que um candidato liberal seja escolhido por Biden, assim como o juiz aposentado.

O Senado agora está dividido igualmente entre 50 democratas, incluindo os dois independentes que se alinham a eles, e 50 republicanos. Sob essa composição, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, democrata, pode dar o voto de desempate sobre legislação e indicações.

Por isso, os democratas gostariam de agir o mais rápido possível para confirmar a substituição de Breyer. Se qualquer um dos 50 membros de sua bancada de repente não puder atuar por qualquer motivo, podem faltar votos para confirmar o indicado.

Eles também enfrentam o risco de que os republicanos recuperem o controle do Senado nas eleições de 8 de novembro.

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