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Demanda por Home Care aumenta e inspira investimento em saúde no País

Crédito: Imagem de Rawpixel por Pixabay

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O setor de saúde é considerado pelos mercados de capitais um dos mais atraentes para investir no Brasil. A área mostrou-se capaz de suportar os desafios e as crises em recentes desacelerações econômicas. Nesse nicho, chama atenção o papel e crescimento de empresas especializadas em saúde domiciliar (Home Care) no país. “Os números do último relatório global da Home Health Care Services–INSEAD indicam que o potencial de mercado na América Latina se manterá alto e o Brasil corresponde a 33%”, afirma Ricardo Spilborghs, médico sócio-fundador da Pleno Saúde. O aumento no número de estabelecimentos que prestam serviços de Home Care se dá por algumas razões básicas: o envelhecimento da população, que demanda novos tipos de cuidados, e consequentemente, de planos e operadoras que ofereçam a cobertura deste serviço.

Além disso, há ainda uma maior necessidade de desospitalização, o que pode provocar uma redução de custos entre 30 e 50% para as operadoras de saúde. “Considerando que grande parte da população está envelhecendo com doenças crônicas/degenerativas ou sequelas de outras, as pessoas precisarão de cuidados específicos por profissionais qualificados, mas sem a necessidade de permanecer no hospital ”, explica Spilborghs. O Home Care tem como principais benefícios a redução das infecções hospitalares em pacientes crônicos com complicações (diabéticos e pacientes com sequelas neurológicas após um acidente vascular cerebral, por exemplo), e proporcionar uma maior convivência do paciente com a família e outros que façam parte do seu círculo social.

Dados recém divulgados pelo Ministério da Saúde, através do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), apontam que cerca de 70% dos idosos no Brasil possuem alguma doença crônica. Dentre as principais não transmissíveis (cardiovasculares, respiratórias crônicas, diabetes mellitus e neoplasias), existem quatro fatores de risco em comum que são: tabagismo, uso nocivo de álcool, alimentação não saudável e atividade física insuficiente.

Pesquisas prévias do Ministério da Saúde indicam que 66% dos idosos estão com excesso de peso; 57,1% possuem hipertensão; 25,1% têm diabetes; e 18,7% são obesos. Atualmente, o país conta com 29,3 milhões de pessoas na terceira idade. Em 2030, o número de idosos irá superar o de crianças e adolescentes, gerando impactos importantes na saúde e economia.


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