O Sindpesp (Sindicato de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) acusou o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de não dialogar com a Polícia Civil a respeito da nova Lei Orgânica da corporação, que ainda não foi regulamentada no estado.
Como a IstoÉ relatou, a regulamentação dessa lei é objeto de um embate entre a Polícia Civil e o secretário da Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP), que se estende desde fevereiro. Derrite se afastou da pasta para reassumir seu mandato de deputado federal e relatar o PL Antifacção na Câmara — projeto que enfrenta resistência de diferentes setores e ainda não foi votado.
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Segundo a delegada Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp, Derrite “não conversa com as entidades de classe” e, ao rumar a Brasília, deixou os policiais paulistas “à mingua” durante a discussão da legislação que estabelece normas nacionais de estrutura, requisitos de promoção e direitos para os servidores da Polícia Civil, antes variáveis por unidade federativa.
“Queremos saber quando a corporação será realmente valorizada, ou se isso ficará para a campanha de 2026”, questionou a delegada. A gestão de Tarcísio é duramente criticada por delegados e entidades ligadas à Polícia Civil, que há pelo menos um ano apontam descumprimento de promessas de reajuste salarial e tratamento desigual em relação à Polícia Militar no estado. Conforme revelou o site Metrópoles, esses grupos marcaram um protesto para terça-feira, 18, contra o governador e Derrite.
A IstoÉ procurou a Secretaria estadual da Segurança Pública, que alegou que “as entidades representativas da categoria foram ouvidas, incluindo o Sindpesp, e suas contribuições integraram as discussões conduzidas pelo Grupo de Trabalho responsável pela elaboração da proposta”.