Comportamento

Degustação a distância

O hábito de beber vinho em casa ficou ainda mais popular com a pandemia. O mercado nacional cresceu 15% no início do ano e impulsionou happy hours online

Crédito: GABRIEL REIS

PELA INTERNET Marcelo D’Arienzo, CEO da Wine: vendas em alta e audiência nas lives coletivas (Crédito: GABRIEL REIS)

Taças de cristal brilham nas redes sociais de milhares de brasileiros nesse período de isolamento social. Sozinhas ou nas mãos de um grupo de amigos fazendo um bom – e novo – happy hour online, o vinho é a nova estrela da quarentena. O novo hábito de degustar a bebida de forma compartilhada pela internet foi muito além da mesa de bar virtual e já atinge diversas áreas do setor.

Os grupos de assinatura, que já faziam sucesso, cresceram ainda mais. “O vinho é a bebida da quarentena. Chegamos a 170 mil assinantes e o hábito de beber vinho em casa tende a se tornar permanente”, afirma o CEO da Wine, Marcelo D’Arienzo. Marcas como Evino, Vinitude, Vinvm, Wine e tantas outras, que enviam garrafas mensalmente aos assinantes, são a porta de entrada para outra tendência: a degustação online e os cursos virtuais. “As lives de vinho estão na moda. O cliente recebe a garrafa em casa e reúne os amigos por vídeo para fazer a degustação junto com o sommelier”, diz o coordenador da entidade Pró-Vinho, Marcio Marson. “As vendas cresceram 8% com a pandemia, mas houve redução de 1% no valor agregado.” Ou seja, o consumidor está investindo em opções mais baratas. Vinhos a preços acessíveis incentivaram a popularização dos “sommeliers de redes sociais”, entusiastas amadores sem formação técnica. Os profissionais da área também saíram ganhando. É o caso da sommelière Cibele Siqueira, que já fez mais de 20 degustações online desde o início do isolamento social. “Mesmo nos eventos profissionais acontecem coisas inesperadas. Meu pai já apareceu sem querer em uma dessas lives. Em outra, fiz uma harmonização de vinho com chocolate que acabou dando errado, a minha cara não negou e eu comecei a rir”, afirma.

A diversão não impede o aprendizado. Cursos a distância oferecidos por entidades como a Pró-Vinho, a Enocultura e a Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) têm ajudado quem deseja aprender mais sobre a bebida ou se tornar um profissional. “Antes a pessoa pagava caro num vinho no restaurante e achava que aquilo era qualidade. Hoje o acesso à informação está disponível a todos”, diz Marson. Em tempos de Covid-19, a máxima em latim In Vino Veritas nunca fez tanto sentido: o vinho sempre traz a verdade – mesmo quando os brindes são feitos pelas telas de computador.

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