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Defesa antiaérea síria intercepta mísseis sobre Homs

Defesa antiaérea síria intercepta mísseis sobre Homs

Área destruída por ataques na cidade síria de Duma - AFP

A defesa antiaérea síria “interceptou mísseis no espaço aéreo da província de Homs”, no oeste do país, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias Sana.

A TV estatal síria qualificou de agressão a entrada de mísseis no espaço aéreo de Homs.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou grandes explosões nos arredores da base aérea de Al Shayrat, na província de Homs, e na região de Qalamun, próxima a Damasco, que abriga outras bases aéreas.

O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, garantiu que os mísseis não atingiram qualquer base.

Um porta-voz do Exército hebreu contatado pela AFP disse não ter “conhecimento de qualquer incidente deste tipo”, após rumores sobre a autoria israelense.

Em Washington, o Pentágono assegurou que os Estados Unidos e a coalizão que lidera na região contra o grupo Estado Islâmico não têm qualquer ligação com os mísseis.

“Não há operações dos Estados Unidos ou da coalizão nesta zona”, declarou a porta-voz do departamento americano de Defesa Heather Babb.

Em abril de 2017, mísseis americanos Tomahawk atingiram a base aérea de Al Shayrat, em um bombardeio ordenado pelo presidente Donald Trump em represália a um suposto ataque químico contra a localidade rebelde de Khan SheiKhun, na província de Idlib.

Na madrugada de sábado, Washington, Paris e Londres mobilizaram navios de guerra e aviões para atacar centros de pesquisa ligados, segundo os ocidentais, ao programa de armas químicas do regime sírio, uma semana após o bombardeio contra a localidade de Duma, onde mais de 40 pessoas teriam morrido intoxicadas.

Na ação de sábado, a Rússia – que mantém tropas na Síria em apoio ao regime – foi avisada com antecedência e os alvos designados estavam “completamente vazios”.

No domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, advertiu Estados Unidos, França e Reino Unido contra novos ataques contra Síria, que gerariam “inevitavelmente caos” nas relações internacionais.