Defesa aérea do Kwait derruba aviões americanos por engano

Defesas aéreas do Kuwait derrubaram por engano três aeronaves dos Estados Unidos, cuja embaixada no país emitia uma coluna de fumaça nesta segunda-feira (2).

Desde o início da ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, Teerã tem respondido com uma série de mísseis e drones contra os países do Golfo, muitos deles aliados de Washington.

Três caças F-15E Strike Eagle americanos foram derrubados por engano pelas defesas aéreas do Kuwait na noite de domingo, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

“Os caças da Força Aérea dos EUA foram derrubados por engano pelas defesas aéreas do Kuwait”, declarou o Centcom, acrescentando que as tripulações ejetaram em segurança.

“O Kuwait reconhece o incidente e agradece os esforços das forças de defesa do Kuwait e seu apoio nesta operação em andamento”, acrescentou.

Anteriormente, as autoridades locais haviam relatado a queda de vários caças americanos no país.

Em relação à embaixada, um jornalista da AFP observou uma densa coluna de fumaça preta subindo acima do prédio nesta manhã.

A embaixada não confirmou se o prédio foi atingido, mas emitiu um comunicado pedindo às pessoas que “não fossem” à missão diplomática devido a uma “ameaça persistente de ataques com mísseis e drones”.

Os funcionários da embaixada estão “confinados no local”, acrescentou.

Três testemunhas também viram fumaça subindo acima de uma usina elétrica no norte do país.

A Companhia Nacional de Petróleo do Kuwait (KNPC) informou que destroços caíram sobre a refinaria de Mina Al Ahmadi, uma das maiores do país, ferindo dois trabalhadores.

Dana Abbas, uma engenheira que mora na cidade do Kuwait, disse à AFP que estava preocupada e correu para estocar suprimentos essenciais.

Desde sábado, cinco pessoas morreram no Golfo, todas estrangeiras: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.

Na manhã desta segunda-feira, novas explosões foram ouvidas em Dubai, Abu Dhabi, Doha e Manama.

Os ataques iranianos, que atingiram bases militares, infraestrutura civil, prédios residenciais, hotéis, aeroportos e portos, abalaram uma região há muito considerada um refúgio de paz e segurança no Oriente Médio.

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