Brasil

Defensor da cloroquina e contra isolamento social, senador Arolde de Oliveira morre de Covid-19

Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Morreu na noite desta quarta-feira (21) o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), aos 83 anos, em decorrência da Covid-19. A informação foi divulgada pela família em suas redes sociais.

“Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos.” (Salmos 116:15)Comunicamos que nesta noite (dia 21 de outubro)...

Posted by Arolde de Oliveira on Wednesday, October 21, 2020

Arolde, que é o primeiro congressista brasileiro em exercício a morrer em decorrência da Covid-19, foi deputado federal por nove mandados consecutivos e acabou eleito senador pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2018, junto com o filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio (Republicanos), que o homenageou em suas redes.

“Um grande guerreiro se foi!!!
Meu irmão @AroldeOliveira, é assim que vou me lembrar de você, sorridente, competente e dedicado ao cargo que exerceu. Que Jesus o receba de braços abertos.
Meus sentimentos aos familiares e amigos!

DEFENSOR DA CLOROQUINA E CONTRA ISOLAMENTO SOCIAL

Em abril deste ano, Arolde, que era um aliado do presidente Jair Bolsonaro, fez postagens em seu Twitter defendendo o uso da cloroquina no tratamento contra a covid-19.

“Na medicina pode ser recomendável ter uma segunda opinião. O tratamento do covid-19 com cloroquina divide a opinião dos especialistas. Fico com a sugestão do uso do medicamento desde o início, como quer o Presidente @jairbolsonaro além de isolamento social seletivo. Porque?”

“…porque é preciso resolver o hoje pensando no amanhã. Hoje é urgente salvar vidas, amanhã salvar empregos, renda e empresas. Essas duas ondas, saúde e economia, já estão entrelaçadas e sinalizam para miséria, fome e caos. Esse é o dilema de @jairbolsonaro e @lhmandetta”

O senador também criticou o isolamento social, a que chamou de “inutilidade”, disse que o coronavírus era um “vírus chinês” e atacou as autoridades que recomendavam o isolamento, chamando-os de “alarmistas por conveniência”.

Em agosto, Arolde questionou o número de óbitos no Brasil pela covid-19, chamando de “efeito covidão”, em comparação ao número total de óbitos no país em 2019, afirmando que “muita gente vai responder por crime de corrupção e até de homicídio”.

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