Ainda mais consolidado como uma das grandes estrelas do esqui alpino mundial, na categoria slalom gigante, principalmente após a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Inverno neste sábado, 14, Lucas Pinheiro Braathen já havia surpreendido o mundo do esporte com uma decisão inesperada.
Veja a trajetória do atleta abaixo:
Lucas Braathen surpreendeu o cenário esportivo ao anunciar sua aposentadoria aos 23anos, às vésperas da temporada 2023/2024. A decisão repercutiu fortemente na Noruega, onde era tratado como um dos principais nomes da nova geração do esporte.
Em entrevista coletiva, comunicou oficialmente sua saída do circuito. O rompimento foi motivado por divergências com a federação norueguesa, especialmente relacionadas à exposição de patrocinadores, regras de vestimenta e participação em eventos.
Ele manteve a decisão. Alugou seu apartamento em Oslo, passou um período em Ilhabela, no litoral paulista, e só retornou à Europa em janeiro de 2024, quando a temporada já estava em andamento. Convidado para eventos ligados à Copa do Mundo, começou a reconsiderar a aposentadoria — e também a possibilidade de competir representando o Brasil.
Em maio de 2024, após alinhar-se com patrocinadores e com a Confederação Brasileira de Desportos na Neve, anunciou oficialmente seu retorno, agora sob a bandeira brasileira. Obteve autorização da Noruega para a troca de cidadania esportiva e manteve seus pontos na FIS, podendo estrear imediatamente na temporada seguinte.
A reestreia como atleta brasileiro aconteceu em 2024/2025. Mesmo largando em posições desfavoráveis, terminou em quarto lugar em Sölden (Áustria) e repetiu o resultado em Levi (Finlândia). O primeiro pódio veio em Beaver Creek (Estados Unidos).
Na temporada seguinte, já com melhor posição de largada, consolidou-se entre os protagonistas. Antes da pausa para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, disputou 17 provas e terminou entre os dez primeiros em 14 delas.
Entre os resultados, destaca-se a medalha de ouro no slalom em Levi — a primeira do Brasil em uma etapa de Copa do Mundo de esporte olímpico de inverno — além de quatro pratas conquistadas na Itália, Suíça e Áustria.
Ele chega a Milano Cortina 2026 embalado por nove provas consecutivas entre os cinco primeiros colocados, agora como principal esperança brasileira no esqui alpino.