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De Peng Shuai a Xinjiang, as polêmica dos Jogos Olímpicos de Pequim

De Peng Shuai a Xinjiang, as polêmica dos Jogos Olímpicos de Pequim

A tenista chinesa Peng Shuai durante partida do torneio WTA de Pequim em 2 de outubro de 2017 - AFP/Arquivos


Da covid-19 ao boicote diplomático dos Estados Unidos, passando pelo caso Peng Shuai, os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim (4 a 20 de fevereiro de 2022) enfrentam uma série de polêmicas que colocam em questão o regime comunista.

– Xinjiang –

O governo americano de Joe Biden anunciou na segunda-feira (7) um boicote diplomático às Olimpíadas de Pequim, citando “violações graves” dos direitos humanos, especialmente em Xinjiang.

Os atletas americanos participarão das provas, mas sem nenhuma delegação oficial.

Organizações de direitos humanos acusam a China de prender mais de um milhão de muçulmanos em campos de reeducação política em Xinjiang, uma vasta região no noroeste do país.

Os uigures, principal grupo étnico da região, estão na mira de Pequim após uma série de ataques atribuídos a islamitas e separatistas.

Pequim afirma que os campos são, na verdade, centros de formação vocacional com o objetivo de mantê-los longe da radicalização.

Washington falou de “genocídio” em Xinjiang após relatos de esterilizações forçadas.

O Departamento de Estado afirmou que funcionários diplomáticos estarão presentes na China para supervisionar os atletas americanos.

– Coronavírus –

Os Jogos de Pequim serão realizados apenas seis meses após os Jogos Olímpicos de Verão de Tóquio, que foram adiados por um ano devido à pandemia.

A China, onde o vírus surgiu pela primeira vez no final de 2019, conteve amplamente os contágios, mas ainda enfrenta surtos esporádicos, que busca eliminar com medidas radicais: confinamento, detecção em massa e vacinação a partir de três anos.

Com as fronteiras da China praticamente fechadas desde março de 2020, os Jogos de Pequim acontecerão em uma bolha de saúde na qual permanecerão os cerca de 2.900 atletas esperados.

Eles terão que ser vacinados ou submetidos a uma quarentena de 21 dias na chegada. Todos serão avaliados diariamente. Apenas espectadores residentes na China poderão assistir às provas.

– Peng Shuai –

A tenista, que representou seu país em três edições de Jogos Olímpicos, acusou um ex-funcionário do alto escalão do Partido Comunista de forçar uma relação sexual com ela três anos atrás.

Sua mensagem, postada em uma rede social, foi rapidamente censurada e a tenista de 35 anos desapareceu do radar por três semanas, causando preocupação no mundo do tênis.

Ex-número 1 mundial da duplas, que venceu o Aberto da França em 2014, ela finalmente reapareceu no fim de novembro em uma videoconferência com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e disse que estava bem.

Preocupada com a jogadora, a WTA, órgão que administra os torneios femininos profissionais, decidiu na semana passada retirar a China de seu circuito “independentemente das consequências financeiras”.

– Tibete –

Grupos de direitos humanos desafiam a presença da China no Tibete, acusando Pequim de reprimir a liberdade religiosa.

O Dalai Lama, líder espiritual tibetano, acusa o regime comunista de cometer um “genocídio cultural”.



Em meados de outubro, a cerimônia para acender a tocha olímpica na Grécia foi interrompida por uma manifestação de ativistas pró-Tibete.


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