ROMA, 2 FEV (ANSA) – As Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, que começam em 6 de fevereiro, serão distribuídas por uma série de cidades do norte da Itália, como uma forma de dividir o peso e o legado do megaevento esportivo entre diversas localidades.
Os Jogos serão realizados em uma área de mais de 22 mil quilômetros quadrados, abrangendo três regiões do país (Lombardia, Vêneto e Trentino-Alto Ádige), com as sedes agrupadas em quatro clusters: Milão, Cortina d’Ampezzo, Valtellina (Bormio e Livigno) e Val di Fiemme (Predazzo e Tesero). Completam o mapa esportivo Anterselva, sede do biatlo, e a cidade de Verona, que receberá a cerimônia de encerramento.
O plano elaborado pela Simico (Società Infrastrutture Milano Cortina 2020-2026), entidade responsável pelas obras relacionadas aos Jogos, totalizou 98 intervenções, sendo 47 em instalações esportivas e 51 projetos de infraestrutura, com um investimento total de 3,4 bilhões de euros (R$ 19,3 bilhões).
Milão (Lombardia) – Além da cerimônia de abertura, marcada para 6 de fevereiro, no lendário estádio San Siro (que será demolido posteriormente), Milão e sua região metropolitana sediarão as competições no gelo.
O Milano Ice Park ocupará, com estruturas temporárias, quatro pavilhões do distrito de exposições da Fieramilano, incluindo o Milano Speed Skating Stadium (patinação de velocidade) e a Milano Rho Ice Hockey Arena (hóquei no gelo).
Já a recém-inaugurada Arena Santa Giulia, um ginásio poliesportivo com capacidade para 16 mil pessoas situado no bairro homônimo, também receberá o hóquei no gelo, enquanto a patinação artística e a patinação de velocidade em pista curta serão disputadas no Forum di Assago.
Cortina d’Ampezzo (Vêneto) – Três instalações compõem o cluster de Cortina, a “pérola das Dolomitas”. O Curling Olympic Stadium, construído para os Jogos de 1956, foi completamente reformado com foco em inovação e acessibilidade para receber atletas olímpicos e paralímpicos de uma das modalidades mais carismáticas das Olimpíadas de Inverno. A pista de bobsled, luge e skeleton foi levantada do zero, porém sobre o mesmo traçado original de 70 anos atrás. Já as provas femininas do esqui alpino serão realizadas no Tofane Alpine Skiing Centre, no coração das Dolomitas, a icônica cordilheira que atravessa o extremo-norte da Itália.
Valtellina (Lombardia) – A região de Valtellina conta com duas sedes. Em Livigno, o renomado Snowpark Mottolino, palco anual da Copa do Mundo, receberá as provas de esqui estilo livre e snowboard. A cidade ainda abriga a Livigno Aerials e Moguls, primeira sede olímpica de 2026 a ser entregue (em dezembro passado) e que também terá o esqui estilo livre. Sua construção exigiu a movimentação de mais de 40 mil metros cúbicos de terra.
Em Bormio, a lendária estação de Stelvio será a casa do esqui alpino masculino e, pela primeira vez nos Jogos, do esqui-alpinismo. É dessa instalação que sairão as primeiras medalhas de Milão-Cortina 2026, em 7 de fevereiro.
Val di Fiemme (Trentino-Alto Ádige) – Em Predazzo, o Ski Jumping Stadium, inaugurado em 1989, foi adaptado para as Olimpíadas. A arena cobre uma área de 3 mil metros quadrados e conta com duas rampas principais (reformadas e ampliadas) para as competições do salto com esqui, além de quatro dedicadas à formação de jovens saltadores. A cidade também receberá o combinado nórdico, modalidade que mistura salto e esqui cross-country.
Na vizinha Tesero, o Cross-Country Skiing Centre (inaugurado em 1990, a 830 metros de altitude) será palco do esqui cross-country e também do combinado nórdico, oferecendo 19 quilômetros de pistas.
Anterselva (Trentino-Alto Ádige) – Localizada a um passo da fronteira com a Áustria, Anterselva será a casa do biatlo (modalidade que une esqui cross-country e tiro esportivo), com uma arena projetada para abrigar até 19 mil pessoas. (ANSA).