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Mulheres dedicam o dobro de tempo aos cuidados da casa, diz estudo

Crédito: Reprodução/Pixabay

De acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira (04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres se dedicam aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo dos homens. São 21,4 horas dedicadas aos afazeres domésticos pelo público feminino, contra 11 horas do público masculino.

Os dados fazem parte de uma ampla pesquisa chamada “Estatísticas de Gênero – Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil”. A investigação compila diversos estudos, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), as Estatísticas do Registro Civil, a Pesquisa Nacional de Saúde, entre muitas outras.

Os dados sobre a dedicação das pessoas à tarefa de cuidar de casas e pessoas são de 2019. Eles apontam que, na região sudeste, as mulheres se dedicam mais horas a estas atividades, 22,1 horas semanais. Porém, o maior índice de desigualdade se encontrava na região nordeste, onde as mulheres se dedicavam a esse tipo de serviço 21,8 horas, contra 10,5 dos homens.

O recorte por cor ou raça indica que as mulheres pretas ou pardas estavam mais envolvidas com os cuidados de pessoas e os afazeres domésticos, com o registro de 22 horas semanais em 2019, contra 20,7 horas para mulheres brancas.

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Entre as mulheres, o estudo identificou que também há diferenças por rendimento domiciliar per capita, com uma média maior de horas trabalhadas nas atividades de cuidados e afazeres domésticos entre aquelas que fazem parte dos 20% da população com os menores rendimentos (24,1 horas) em comparação com as que se encontram nos 20% com os maiores rendimentos (18,2 horas).

“Essa diferença mostra que a renda é um fator que impacta no nível da desigualdade entre as mulheres na execução do trabalho doméstico não remunerado, uma vez que permite acesso diferenciado ao serviço de creches e à contratação de trabalho doméstico remunerado, possibilitando a delegação das atividades de cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, sobretudo a outras mulheres”, explica o estudo.

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