Comportamento

De 0 a 10 milhões de contágios, as principais etapas da crise do coronavírus

De 0 a 10 milhões de contágios, as principais etapas da crise do coronavírus

Membros da equipe médica das Forças Armadas fazem teste de COVID-19 em membro da etnia Ye'Kuena, no 5º Pelotão de Fronteira Especial de Auari, Roraima, em 30 de junho de 2020 - AFP

Desde a primeira notificação oficial da China no final de 2019, a crise sanitária do novo coronavírus se espalhou em seis meses por todo o planeta, atingindo 10 milhões de infecções oficiais.

A seguir, os principais estágios da pandemia de Covid-19:

– Primeira morte –

Em 31 de dezembro de 2019, a China notifica à Organização Mundial da Saúde (OMS) casos de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan (11 milhões de habitantes).

Em 7 de janeiro, as primeiras análises chinesas permitem identificar um novo coronavírus.

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No dia 11, a China anuncia uma primeira morte. Durante o mês de janeiro, são anunciadas as primeiras infecções fora da China.

– 56 milhões de habitantes confinados –

Em 23 de janeiro, a França confirma os primeiros casos na Europa. Depois de Wuhan, sua província, Hubei (centro), é isolada do mundo no dia 25, com o confinamento de mais de 56 milhões de habitantes.

– Emergência internacional –

Em 28 de janeiro, são confirmados os dois primeiros casos de transmissão direta do vírus fora da China, no Japão e na Alemanha.

Vários países começam a repatriar seus cidadãos da China.

A OMS declara uma emergência internacional de saúde pública.

– Morte do médico que deu o alerta –

Em 7 de fevereiro, um médico de Wuhan de 34 anos, Li Wenliang, punido por dar o alerta quando o vírus apareceu, morre de COVID-19.

Fora de Hubei, várias metrópoles chinesas obrigam seus habitantes a ficar em casa.

– Primeira morte fora da Ásia –

Em 15 de fevereiro, um turista chinês de 80 anos, hospitalizado na França desde o final de janeiro, morre, tornando-se a primeira pessoa a falecer fora da Ásia.

Muitas feiras internacionais, congressos, competições esportivas e comemorações são canceladas. Os voos para a China são suspensos.

Os contágios aumentam notavelmente na Itália, Coreia do Sul e Irã.

– Itália confinada –

Em 6 de março, a epidemia rompe a barreira de 100.000 infecções oficiais no mundo.

Dois dias depois, Roma decreta o isolamento no norte da Itália, que se estendeu logo depois a todo o país.

– Queda do mercado financeiro –

Em 11 de março, a OMS chama a COVID-19 de “pandemia”.

Os mercados financeiros mundiais registram quedas históricas.

Governos e bancos centrais anunciam medidas maciças para apoiar a economia.

– Confinamentos –

Em 13 de março, Donald Trump declara estado de emergência nos Estados Unidos.

Confinamento obrigatório na Espanha no dia 14 e na França no dia 17.

A Alemanha pede que seus cidadãos fiquem em casa e o Reino Unido a evitar qualquer contato social.

– Fronteiras fechadas –

Muitos países fecham suas fronteiras. A União Europeia (UE) decide em 17 de março fechar suas fronteiras externas.

– Itália, seriamente afetada –

Em 19 de março, a Itália se tornou o país com mais mortes registradas.

Os anúncios de confinamentos nacionais ou locais se multiplicam.

– “Ameaça” à humanidade –

Em 24 de março, as Olimpíadas de Tóquio são adiadas.

No dia 25, a ONU adverte que a propagação da pandemia “ameaça toda a humanidade”.

O Senado dos EUA aprova um plano de US$ 2 trilhões para apoiar a economia.

– Metade da humanidade confinada –

Em 2 de abril, a marca simbólica de um milhão de casos registrados oficialmente em todo o mundo é superada.

Metade da humanidade – mais de 3,9 bilhões de pessoas – está confinada.

A Europa é o continente mais afetado, mas a epidemia explode nos Estados Unidos.

No dia 8, os controles são levantados em torno da cidade de Wuhan.

– Recuperação na Europa –

A barreira de 100.000 mortes oficiais é ultrapassada em 10 de abril.

O papa Francisco pede “esperança” em uma Basílica de São Pedro vazia no domingo de Páscoa.

No dia 17, Trump anuncia que havia chegado a hora de “reabrir” seu país, apesar do fato de a epidemia não estar enfraquecendo.

No dia 26, as 200.000 mortes são superadas.

Os países europeus mais atingidos começam a se recuperar e o levantamento do confinamento inicia gradualmente.

– Economia de joelhos –

Em 29 de abril, a fabricante americana Boeing suprime 16.000 empregos. Outros grupos, como transportadoras ou montadoras, seguem o exemplo.

Em 8 de maio, as estatísticas confirmam as piores previsões: a pandemia destruiu 20 milhões de empregos nos Estados Unidos, deixando o desemprego nos níveis da década de 1930.

No dia 11, França e Espanha saem do confinamento, seguidas pela Itália e Grécia.

– América Latina, “novo epicentro” –

Em 16 de maio, a companhia aérea LATAM anunciou o desligamento de 1.400 funcionários no Chile, Colômbia, Equador e Peru, um mês antes de anunciar o encerramento das operações de sua filial argentina.

No dia 22, a OMS declara que a América Latina se tornou um “novo epicentro”.

Em 7 de junho, a pandemia excede 400.000 mortes e progride de maneira preocupante na América Latina.

O Brasil, o segundo país mais atingido depois dos Estados Unidos, registra mais de 50.000 mortes em 22 de junho.

Um novo foco obriga Pequim a fechar vários de seus bairros.

– Dez milhões de casos –

No final de junho, o mundo registra mais de dez milhões de infecções e meio milhão de mortes.

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