Lembra dele? David Lee Roth, ex-Van Halen, reaparece em palco do Coachella 2026

De surpresa, roqueiro veterano subiu ao palco do festival na Califórnia na última sexta-feira, 10

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David Lee Roth participa do show de Teddy Swims no Coachella 2026 Foto: Reprodução/Instagram

O público do Coachella 2026 testemunhou um dos momentos imprevisíveis que costumam acontecer no festival, que rola na Califórnia, Estados Unidos. Na última sexta-feira, 10, o mestre de cerimônias do soul moderno, Teddy Swims, interrompeu seu set para abrir caminho para a lenda viva David Lee Roth, 71 anos.

Aos gritos de “melhor banda de todos os tempos”, Swims não escondeu o lado fã ao anunciar o eterno frontman do Van Halen. Juntos, eles transformaram o deserto da Califórnia em uma celebração nostálgica com uma performance vibrante de “Jump”.

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A aparição rendeu gritos, aplausos e o vídeo do momento icônico viralizou nas redes sociais. Enquanto Teddy Swims representa a nova guarda das paradas de sucesso, a energia no palco mostrou que o espírito do Van Halen continua atravessando décadas.

“Meu Deus! É o David Lee Roth!” — exclamou Teddy Swims, sintetizando o choque e a euforia dos presentes. Assista:

As origens da banda Van Halen: o DNA holandês

A fundação da banda reside na família Van Halen. Os irmãos Eddie (guitarra) e Alex (bateria) mudaram-se da Holanda para a Califórnia ainda crianças. Curiosamente, Eddie começou no piano e na bateria, enquanto Alex estudava guitarra. Após trocarem de instrumentos, a química se tornou lendária.

Em 1974, após passarem pelos nomes Genesis (já ocupado) e Mammoth, eles se uniram ao vocalista performático David Lee Roth e ao baixista Michael Anthony. Roth sugeriu o sobrenome dos irmãos para a banda, achando que tinha um som poderoso, como “Santana”.

A Era David Lee Roth (1978–1984)

O impacto do primeiro álbum, Van Halen (1978), foi sísmico. Logo na segunda faixa, “Eruption”, Eddie apresentou ao mundo o tapping (técnica de usar as duas mãos no braço da guitarra), redefinindo o instrumento da noite para o dia.

O som misturava o peso do hard rock com uma atitude de festa eterna. Já o estilo ficava nas mãos de Roth, que era o mestre de cerimônias, que transformava shows em espetáculos de vaudeville acrobático.

O ápice aconteceu no trabalho do álbum 1984, que levou a banda ao mainstream absoluto com o hit “Jump”, que ousadamente trocou as guitarras por sintetizadores.

A Transição e a “Van Hagar” (1985–1996)

No auge do sucesso, as tensões entre o perfeccionismo musical de Eddie e o desejo de estrelato de Roth levaram à ruptura. Muitos acharam que a banda morreria ali, mas eles recrutaram Sammy Hagar.

Diferente de Roth, Hagar era um cantor técnico e também guitarrista. O som tornou-se mais polido, melódico e focado em power ballads.

Sucesso comercial veio, surpreendentemente, com todos os quatro álbuns de estúdio com Hagar atingindo o #1 nas paradas americanas. Nessa época, os hits eram: “Why Can’t This Be Love”, “Dreams” e “Right Now”.

Anos de turbulência e o breve hiato

Em 1996, a saída de Hagar iniciou um período confuso. Gary Cherone, vocalista do Extreme, assumiu o posto para o álbum Van Halen III (1998), que foi mal recebido pela crítica e pelos fãs.

Enquanto isso, Eddie tratava um câncer e o alcoolismo tomou conta de sua vida, o que manteve a banda em hiato por boa parte dos anos 2000.

O retorno e o ato final

Em 2007, a banda foi induzida ao Rock and Roll Hall of Fame. Pouco depois, anunciaram o retorno de David Lee Roth, mas com uma mudança na formação: Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, assumiu o baixo no lugar de Michael Anthony.

O último suspiro criativo veio em 2012 com o álbum “A Different Kind of Truth”, que resgatou a energia crua dos primeiros anos. A banda excursionou esporadicamente até 2015.