Datas-chave na vida do líder iraniano Ali Khamenei

Datas-chave na vida do líder iraniano Ali Khamenei

O aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques lançados no sábado (28) pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, foi o guia espiritual e a máxima autoridade política do país desde 1989, quando sucedeu ao aiatolá Ruhollah Khomeini como líder supremo da república islâmica.

Confira a seguir as datas-chave de sua vida:

– 17 de julho de 1939: Khamenei nasce na cidade santa de Mashhad, no seio de uma família pertencente à minoria azeri do Irã.

– 1957: Conhece o aiatolá Khomeini, que se tornará uma influência-chave.

– 1977: Após várias passagens pela prisão devido à oposição ao xá, é exilado em Iranshahr, uma cidade desértica remota próxima da fronteira com o Paquistão. Ele volta a Mashhad em 1979 para a Revolução Islâmica.

– 1979: Começa sua rápida ascensão ao poder, quando é nomeado por Khomeini vice-ministro da Defesa e posteriormente chefe da Guarda Revolucionária, a força de elite do regime.

– 1981: Torna-se o primeiro clérigo a ser eleito presidente da República Islâmica. É reeleito em 1985.

– 27 de junho de 1981: Sobrevive a um atentado a bomba pelo grupo proscrito Mujahedins do Povo em uma mesquita de Teerã, mas sua mão direita nunca voltou a ser a mesma. Aprende a escrever com a esquerda.

– 4 de junho de 1989: Após a morte de Khomeini, é eleito líder supremo apenas um ano depois do fim da guerra com o Iraque (1980-1988).

– Janeiro de 2025: Confirma a fatwa (decreto da lei islâmica) de “pena de morte” proferida por Khomeini contra o escritor Salman Rushdie, autor do livro “Os versos Satânicos”.

– 8 de setembro de 2014: É submetido a uma cirurgia de próstata após duas décadas de especulações sobre seu estado de saúde.

– 14 de julho de 2015: Apoia o acordo de Viena com as grandes potências sobre o programa nuclear iraniano.

– 17 de janeiro de 2020: Preside a oração de sexta-feira em Teerã pela primeira vez desde 2012. Aproveita a ocasião para condenar os protestos contra o governo.

– 3 de outubro de 2022: Culpa os Estados Unidos e Israel por fomentar a ampla onda de distúrbios nacionais desencadeada pela morte de Mahsa Amini, falecida sob custódia da chamada ‘polícia da moralidade’ por usar roupas consideradas inadequadas.

– 13-24 de junho de 2025: Esconde-se durante a guerra de 12 dias com Israel, à qual os Estados Unidos se somaram brevemente, mas sai do conflito ileso.

– 17 de janeiro de 2026: Afirma que “o Irã deve quebrar a espinha dos subversivos”, enquanto as autoridades clericais reprimem brutalmente os maiores protestos contra a república islâmica em mais de três anos.

– 28 de fevereiro de 2026: Morre aos 86 anos, na onda de ataques lançada por Estados Unidos e Israel.