Datafolha: ministros de Lula lideram cenários para o Senado por São Paulo

Candidatos da direita aparecem atrás de membros do governo na pesquisa

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lideram os cenários em que aparecem como candidatos a uma cadeira no Senado por São Paulo, mostrou pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento também indica que os eventuais candidatos do campo progressista pontuam melhor do que os da direita.

O instituto testou dois cenários. Com Haddad e sem Alckmin, o petista lidera com 30% das intenções de voto. Em seguida, aparecem outros ministros do governo Lula: Simone Tebet (MDB), com 25%, Márcio França (PSB), com 20%, Marina Silva (Rede), com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%.

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Dentre os pré-candidatos da direita, os mais bem posicionados são os deputados federais Guilherme Derrite (PP), com 14% e Ricardo Salles (Novo), com 13%, seguidos dos deputados federais Paulinho da Força (Solidariedade), com 10%, e Rosana Valle (PL) com 7% – a deputada tem o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

No outro cenário, sem Haddad, Alckmin lidera com 31%, seguido pelos ministros de Lula: Tebet, com 25%, Marina, com 21%, França, com 20%, e Boulos, com 15%. Depois aparecem Salles e Derrite, ambos com 13%, Paulinho da Força, com 9%, Rosana Valle, com 6%, e Gil Diniz, com 3%.

O levantamento foi realizado de 3 a 5 de março, com 1.608 entrevistas em todo o Estado de São Paulo, distribuídas em 71 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE: BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Haddad pode se candidatar a governador

Haddad confirmou na terça-feira que deve deixar o comando da Fazenda na semana que vem, ao mesmo tempo que afirmou que ainda não foi batido o martelo sobre para qual cargo ele deve concorrer na eleição de outubro. O nome do ministro tem sido ventilado como possível candidato ao governo de São Paulo, cargo que disputou em 2022 sendo derrotado no segundo turno para Tarcísio de Freitas (Republicanos), afilhado político de Bolsonaro que buscará a reeleição.

Alckmin, por sua vez, teria manifestado sua intenção de permanecer na chapa presidencial encabeçada por Lula, que buscará um quarto mandato no pleito.

A disputa pelo Senado deverá ser uma importante trincheira na eleição deste ano, com dois terços das 81 cadeiras da Casa em disputa e aliados de Bolsonaro buscando formar uma bancada grande o suficiente para avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

* Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters