Datafolha aponta empate de Lula com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno

Nova pesquisa foi divulgada neste sábado, 11 de abril

Montagem ISTOÉ: Divulgação/Reprodução
Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema são candidados à presidência da República em 2026 Foto: Montagem ISTOÉ: Divulgação/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu a vantagem em cenários de segundo turno para as eleições deste ano, conforme aponta nova pesquisa Datafolha.

O levantamento, realizado de terça-feira, 7, a quinta-feira, 9, com 2.004 eleitores em 137 cidades, e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03770/2026, divulgado neste sábado, 11, mostra que o petista foi numericamente ultrapassado por Flávio Bolsonaro (PL) pela primeira vez.

Em outros confrontos, Lula também enfrenta empates técnicos contra adversários como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), todos dentro da margem de erro de dois pontos.

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O que aconteceu?

  • Lula perde vantagem em pesquisa Datafolha, sendo numericamente ultrapassado por Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno.

  • O presidente empata tecnicamente com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), indicando um quadro mais desafiador para o petista.

  • A pesquisa, a primeira após a definição de pré-candidaturas, cristaliza a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro em ambos os turnos.

Esta pesquisa marca a primeira vez que o quadro de pré-candidatos foi depurado após a escolha do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pelo PSD na semana passada. Entre os potenciais rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi o que mais ganhou fôlego em comparação ao levantamento anterior, divulgado no início de março. Ele disputa votos no mesmo espectro político de direita que Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, o que elimina a tese de uma terceira via centrista no pleito.

Na rodada anterior, o goiano perdia para Lula por 46% a 36%, e agora a diferença caiu oito pontos percentuais. Já Flávio Bolsonaro, senador fluminense e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, registrou uma ascensão de três pontos. Romeu Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez. A esta altura do processo eleitoral, o segundo turno é considerado o cenário mais provável. Quando são excluídos os votos nulos e brancos, seguindo o padrão da Justiça Eleitoral para contabilização de resultados, Lula soma 45% das intenções nos votos válidos. Seus adversários, somados e considerando arredondamentos, atingem 55%.

Qual a margem de vitória necessária?

Para vencer a disputa eleitoral em primeiro turno, um candidato precisa ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos. Este dado deve ser analisado com cautela, devido à distância da eleição, pois o índice de votos brancos e nulos, assim como o de indecisos, tende a diminuir conforme a data do pleito se aproxima. A instabilidade do cenário mostra a necessidade de monitoramento contínuo das pesquisas.

Na simulação de primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e, portanto, comparável à sua análoga da rodada anterior, a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro se cristaliza neste estágio inicial da corrida eleitoral. O senador fluminense avançou quatro pontos em menções espontâneas, passando de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, com uma oscilação de 25% para 26% ante a pesquisa anterior, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos. Ronaldo Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

Quando os nomes dos pré-candidatos são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio Bolsonaro oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35%. Esse movimento desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente. No entanto, a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

Ronaldo Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, registrando uma variação de 4% para 5%. O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa. Romeu Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, e se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%. Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não havia sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.