Dança das cadeiras

Crédito: Dida Sampaio; Pablo Valadares/Câmara dos Deputados; Nilson Bastian/Câmara dos Deputados

REBANHO Os deputados bolsonaristas do PSL devem seguir Bolsonaro: Bia Kicis, Hélio Lopes e Carla Zambelli podem ir para o PL (Crédito: Dida Sampaio; Pablo Valadares/Câmara dos Deputados; Nilson Bastian/Câmara dos Deputados)

A filiação de Bolsonaro ao Partido Liberal do mensaleiro Valdemar Costa Neto deve provocar uma reviravolta no quadro partidário. Em torno de quinze deputados que estão abrigados no PSL, mas que são bolsonaristas de carteirinha, como é o caso de Bia Kicis, Hélio Lopes e Carla Zambelli, deverão seguir o mesmo caminho do mandatário e ingressar no PL no primeiro trimestre do ano que vem. Isso deverá acontecer também com outros parlamentares que seguem orientação do capitão, como o filho Eduardo, e outros fiéis seguidores como Major Vitor Hugo e Filipe Barros. Todos esses deputados, inclusive, já foram ameaçados de expulsão do PSL no passado e aguardam apenas uma definição de rumo do presidente para acompanhá-lo. O PL tem a terceira maior bancada, com 43 deputados.

Saída

Enquanto alguns chegam, outros que lá estão devem deixar a legenda por se sentirem incomodados com a presença do mandatário no mesmo palanque. Pelo menos cinco parlamentares liberais devem deixar o partido. O deputado Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara, puxará a fila. Os outros são: Cristiano Vale, Sergio Toledo, Fábio Abreu e Junior Mano.

Ministros

Vários ministros devem seguir os passos de Bolsonaro. Um deles é Tarcísio de Freitas, que pode ser candidato a governador de São Paulo pela legenda. Antes da chegada dos bolsonaristas, o PL havia decidido apoiar o tucano Rodrigo Garcia para o governo paulista, mas uma das exigências do capitão foi que Valdemar desfizesse esse entendimento.

Mais um Bolsonaro no palanque

FÁBIO MOTTA

A ex-mulher do presidente Ana Cristina Siqueira Valle está se preparando para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2020. Assinando como Cristina Bolsonaro, ela anunciou na sua conta do Instagram que a partir de agora vai falar mais sobre a sua história. A foto que ela escolheu para iniciar o contato com o seguidores remete a um protesto de mulheres de militares por melhores salários em 1992.

Retrato falado

“O Brasil não precisa de um salvador da pátria” (Crédito:Alan Santos/PR)

Durante o ato de filiação ao Podemos, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz disse que o Brasil não pode continuar acreditando que precisa de um salvador da pátria. Para ele, o próximo presidente deve ser um liberal na economia, mas “apaixonado pelas causas sociais”. O general explicou que vai apoiar a candidatura do ex-juiz Sergio Moro a presidente como forma de não criminalizar os políticos. Ele deve ser candidato a deputado ou senador pelo Distrito Federal.

Toma lá dá cá

Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB (Crédito:Divulgação)

O deputado delegado Waldir (PSL-GO) disse que parlamentares do PSB receberam dinheiro do orçamento secreto. O que acha disso?
O orçamento secreto não deveria existir. Nada que envolve dinheiro público deve ser secreto. Não tenho conhecimento de que alguém do PSB tenha recebido.

O PSB terá candidato a presidente?
Provavelmente não. Defendemos a formação de uma frente ampla para derrotar Bolsonaro.

Há espaço para mais uma candidatura num cenário com Bolsonaro, Lula, Moro, Ciro e Doria?
O mais provável é que se confirme a polarização, que pode ser Lula versus Bolsonaro ou Lula contra o candidato da chamada terceira via. Dois ou mais candidatos da terceira via será suicídio eleitoral dessas forças de centro.

As benesses da Infraero

A Infraero beneficiou a mesma empresa, a Kallas Codemp, duas vezes na mesma licitação aberta para a comercialização de espaços de publicidade no Aeroporto de Congonhas. Em 2017, a estatal abriu uma licitação para a venda de um lote com oito pontos de painéis de publicidade, na qual a Kallas saiu vencedora. Em 2018, a Infraero promoveu um aditivo e mudou o objeto do contrato, possibilitando que a empresa acrescentasse mais 30 pontos de publicidade aos 8 que havia ganhado e aumentasse
o faturamento em 400%, sem nova licitação, levando a associação das empresas de mídia em aeroportos (Anppa) a denunciar o caso ao MP. Com a denúncia, a Infraero cancelou o aditivo.

Privatização

O serviço ficou suspenso dois anos. Mas, aproveitando que o governo vai privatizar Congonhas no início de 2022, a estatal
está refazendo o contrato com a Kallas, que instalou um túnel de LED e outros pontos fora do objeto, desrespeitando o MP e o setor de compliance da estatal. Algo não cheira bem.

Pé quente

O coordenador da campanha de Doria nas prévias, Wilson Pedroso, é considerado amuleto da sorte. Ele comandou todas as três primárias vencidas pelo tucano: para prefeito em 2016, para governador em 2018 e agora para a presidência. Wilsinho, como é conhecido, deixará o governo de São Paulo em abril para se dedicar à campanha do PSDB a presidente.

Divulgação

Pizza

Um dos segredos do sucesso de Doria nas prévias era articulado por Wilsinho. Todas as segundas-feiras ele organizava um jantar com os coordenadores da campanha onde eram servidas pizzas, regadas a discussão sobre a estratégia do governador nos bastidores do tucanato. Um mapa com os dados sobre a conquista de votos era atualizado semanalmente.

O recuo de Mandetta

ROBERTO CASIMIRO

A candidatura de Luiz Henrique Mandetta para presidente subiu no telhado. Depois de uma reunião com líderes do União Brasil (resultado da fusão do DEM com o PSL), o ex-ministro da Saúde já fala em ser candidato a deputado federal ou a senador pelo Mato Grosso do Sul, onde mora. Não descarta também ser vice do ex-juiz Sergio Moro, mas Luciano Bivar também quer.

Rápidas

O ex-governador Geraldo Alckmin está entre a cruz e a espada. Doria insiste para que ele permaneça no PSDB
e seja candidato ao Senado, mas ele cogita ir para o PSD de Kassab e disputar o governo de São Paulo ou ir para o PSB para tentar ser o vice de Lula.

Fontes da campanha de Doria estranharam o “sumiço” do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), que apoiou Eduardo Leite nas prévias. Quando viu que o gaúcho seria derrotado, Serra abandonou a prefeitura.

Bolsonaro quer que Ricardo Salles seja candidato ao Senado para compor seu palanque em São Paulo. O problema é que o ex-ministro é tão impopular que recentemente foi a um jogo no Estádio do Morumbi com uma arma na cintura.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot vai se filiar ao Podemos para disputar um cargo eletivo no ano que vem: para a Câmara ou ao Senado. Ele ainda não decidiu se será por Minas Gerais ou pelo DF.


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