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Da Interpol ao ‘príncipe vermelho’: os chineses que caíram sob o governo de Xi Jinping

Da Interpol ao ‘príncipe vermelho’: os chineses que caíram sob o governo de Xi Jinping

Veículo da polícia transportando o magnata chinês Ren Zhiqiang em Pequim, em 11 de setembro de 2020 - AFP

Condenado a 18 anos de prisão nesta terça-feira, o ex-magnata do mercado imobiliário chinês Ren Zhiqiang, conhecido por suas críticas ao governo, é o caso mais recente de personalidade a enfrentar o peso da campanha anticorrupção do presidente Xi Jinping.

Iniciada após sua chegada ao poder em 2013, a campanha é popular junto à opinião pública, mas também suspeita de servir para afastar personalidades contrárias à linha política oficial do Partido Comunista.

Aqui estão alguns dos peixes grandes que caíram em desgraça:

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– O “príncipe vermelho” Bo Xilai –

Ex-chefe todo-poderoso da metrópole de Chongqing (sudoeste), Bo Xilai foi condenado em 2013 à prisão perpétua por corrupção, em meio a um retumbante caso de assassinato que foi acusado de silenciar e que envolvia sua esposa.

O ambicioso e carismático político era, antes de sua queda, um dos principais líderes do Partido Comunista Chinês, a quem muitas vezes foi atribuído um futuro cargo nacional.

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O “príncipe vermelho” Bo Xilai, que recebeu este título por ser filho de uma figura da revolução comunista, chegou a ser visto como um sério rival do atual presidente Xi Jinping.

– Zhou Yongkang, ex-chefe do aparato de segurança –

Maior personalidade regime a cair em desgraça em quase 40 anos, ele se tornou, apesar de tudo, o troféu emblemático da campanha anticorrupção.

Zhou Yongkang exerceu controle de ferro sobre o aparato de segurança chinês por uma década.

Acusado por corrupção, abuso de poder e divulgação de segredos de Estado, Zhou foi condenado em 2015 à prisão perpétua durante um julgamento histórico.

– Meng Hongwei, ex-chefe da Interpol –

Seu desaparecimento chegou às manchetes. O ex-presidente da Interpol Meng Hongwei desapareceu repentinamente em setembro de 2018.

Depois de 10 dias, Pequim anunciou que ele havia retornado à China e sido detido sob suspeita de corrupção. Foi condenado em janeiro a 13 anos de prisão.

A esposa de Meng Hongwei e seus dois filhos receberam asilo político na França no início de maio, de acordo com seu advogado. Sua esposa alega ter sido vítima de uma tentativa de sequestro.

– Lu Wei, Sr. censura 2.0 –

O ex-diretor da agência responsável por “administrar” a internet na China foi condenado a 14 anos de prisão no ano passado por aceitar subornos no valor de mais de 4 milhões euros.

Particularmente responsável pela censura na web, seu poder era tal que foi citado em 2015 pela revista americana Time como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo.

Uma vez cortejado pelos gigantes da tecnologia de olho no enorme mercado chinês, Lu Wei visitou a sede do Facebook nos Estados Unidos em 2014, posando sorridente ao lado do chefe do grupo, Mark Zuckerberg.

– Nur Bekri, chefe de Xinjiang –

Nur Bekri passou a maior parte de sua carreira em Xinjiang, antes de se tornar presidente desta enorme região no noroeste da China, lar da minoria muçulmana uigur.

Outrora um dos uigures ocupando o cargo mais elevado no aparato comunista, Bekri foi condenado em dezembro à prisão perpétua por aceitar mais de 10 milhões de euros em subornos.

Xinjiang, cenário de ataques sangrentos atribuídos aos uigures, há vários anos é alvo de uma firme tomada de controle da segurança por Pequim em nome da luta contra o terrorismo.

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