Comportamento

Da cabeça aos pés

Trazemos conosco uma das maiores riquezas genéticas do mundo. Agora, com o programa “DNA do Brasil”, doenças poderão ser evitadas, conheceremos melhor o próprio genoma e descobriremos nossa mais remota ancestralidade

Da cabeça aos pés

“A vulnerabilidade a doenças como câncer, hipertensão, diabetes e esquizofrenia, para citarmos apenas algumas, passará a ter precoce detecção. Também a profilaxia e os tratamentos serão aprimorados”


“É uma oportunidade para a indústria farmacêutica brasileira virar gente grande, começar a inovar e fomentar as suas pesquisas” Lygia da Veiga Pereira, geneticista e pesquisadora do projeto “DNA do Brasil” (Crédito:Divulgação)

Os brasileiros carregam consigo, em cada célula do organismo, de um fio de cabelo até os dedinhos dos pés, um raro tesouro científico – até agora bastante desconhecido, mas que desde a terça-feira 10, quando foi anunciado o programa “DNA do Brasil”, será finalmente decifrado. O programa e suas decorrentes pesquisas, coordenados pelas cientistas Lygia da Veiga Pereira e Tábita Hünemeier, ambas do Instituto de Biociência da Universidade de São Paulo (USP), sequenciará o genoma de quinze mil brasileiros de todo o País. Está, assim, aberto o fenomenal caminho para o desenvolvimento de profilaxias e tratamentos de doenças genéticas e também para a descoberta precisa de nossa ancestralida.

Quando se fala em tesouro genético no caso de brasileiros, expressa-se a mais pura verdade. Explica-se isso por dois longos períodos de miscigenação. O hominídeo surgiu na África, foi para a Europa e, posteriormente, à América, em uma longa migração de aproximadamente sessenta mil anos. De volta ao nosso povo, alem das andanças que formaram e desenvolveram a espécie humana, há um incrível e maravilhoso fator: a população brasileira é uma das mais miscigenadas do planeta, e tal fato nos fez portador do tesouro já referido. O genoma, como sabemos, é o conjunto de toda a formação e informação genética, integrado por cerca de trinta mil genes. Se reunirmos, no entanto, toda a população brasileira, os códigos genéticos serão idênticos em 99,99% das análises. A diferença de um indivíduo para outro é de 0,01%. Parece ínfima demais? Que ninguém se iluda. No campo da ciência, essa diferença é infinitamente grande, diferenciando-nos, e muito.

A pesquisa que agora será iniciada, em parceria com a rede mundial de laboratórios do Grupo Dasa, resumidamente nos leva então a dois pontos vitais: 1) a descoberta das mutações genéticas específicas do brasileiro e, com isso, poderemos estabelecer o grau em que ele se diferencia em relação à população de outros países.

2) será viável descobrir a ancestralidade genética dessas especificidades – lembrando que nem tudo que é genético é hereditário, mas tudo que é hereditário é genético.

“Temos, no Brasil, a maior mistura em termos populacionais em todo o mundo. As mutações são geográficas e específicas e às vezes se diversificam” Tábita Hünemeier, pesquisadora do Instituto de Biociência da USP (Crédito:Divulgação)

Excelente notícia


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Qual a grande vantagem da pesquisa? “Quando tivermos uma melhor arquitetura do genoma do brasileiro, poderemos utilizá-la na criação de um score de risco genético”, diz Gustavo Campana, diretor médico do Grupo Dasa. Ou seja: estender-se-á sensivelmente a míriade de enfermidades que se tornarão passíveis de detecção precoce, o que ajudará em prevenção e tratamento – lembremos, aqui, o caso da atriz Anjelina Jolie, que por meio de testes genéticos soube de sua vulnerabilidade ao câncer de mama e as extraiu como método profilático. Hoje, segundo a geneticista Lygia da Veiga Pereira, os exames de predição de doenças são realizados com base na genética europeia. Com o projeto “DNA do Brasil”, a lupa de prognósticos será colocada no genoma do próprio brasileiro. Doenças como câncer, diabetes, hipertensão, esquizofrenia, para citar somente algumas, serão melhor compreendidas. É como se passássemos a extrair do nosso próprio corpo a riqueza que ele tem, no campo da genética, para defendê-lo de si próprio. A notícia é boa? É excelente!

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