Cuidar de quem trabalha

Crédito: Mohamed Hassan por Pixabay

(Crédito: Mohamed Hassan por Pixabay )

Com o mercado de trabalho difícil como está, aqueles que têm um emprego andam estressados, preocupados em não poder seus postos. O resultado é um ciclo vicioso no qual o estresse agrava dores, prejudica a produtividade e eleva o absenteísmo. Em 2017, por exemplo, 83,8 mil casos de afastamento do trabalho ocorreram por causa de dor nas costas. E segundo dados do governo federal, neste ano o quadro não será diferente. Até setembro de 2018, foram 83.117 afastamentos.

Ao mesmo tempo, as companhias sabem como é difícil encontrar funcionários qualificados. Por esta razão, é cada vez maior o número de empresas que implantam programas de bem-estar indicados para seus empregados. No Grupo Géia, em São Paulo, os funcionários contam com uma equipe multidisciplinar que inclui nutricionista, enfermeira e educador físico que orientam desde o cardápio até o controle de eventuais doenças crônicas. Também têm abono de horas para frequentar a academia com a qual a empresa firmou parceria. Sem falar na corrida de rua mensal, que começou há 5 anos e hoje conta com 60% de adesão da equipe. Se algum colaborador estiver com problemas financeiros ou com uma dúvida sobre onde investir suas economias, o gerente financeiro abre sua agenda para orientá-lo. “A saúde não é só física. Quem se dedica a dar qualidade de vida numa empresa tem que olhar o todo”, diz Sandra Maria Lima de Oliveira, presidente do Grupo. Os resultados da política são evidentes. Até setembro deste ano, a média de afastamento dos 60 funcionários da empresa foi de 0,5%. Houve meses em que chegou a zero.

Outra empresa que colheu bons frutos ao implantar um programa de bem-estar foi a BN Papel Catarinense. Desde 2012, a empresa catarinense oferece aos 119 funcionários cardápios balanceados elaborado por uma nutricionista, feito para quem deseja emagrecer. Há também ginástica laboral e convênio com academias, clínicas de fisioterapia e de nutrição. Em 2011, o turnover era de 2%. Ano passado, foi de 1,06%. O absenteísmo, que era de 5,36% em 2011, baixou para 0,74% em 2018. Em um País que precisa melhorar a produtividade dos trabalhadores para poder concorrer de igual para igual com as nações desenvolvidas, a lição é clara: é preciso cuidar de quem trabalha.

Veja também

+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Jovem morre após queda de 50 metros durante prática de Slackline Highline
+ Conheça o phloeodes diabolicus "o besouro indestrutível"
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Mulher finge ser agente do FBI para conseguir comida grátis e vai presa
+ Zona Azul digital em SP muda dia 16; veja como fica
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Boletim médico de apresentador da RedeTV! indica novo sangramento no cérebro
+ Yamaha se despede da SR 400 após 43 anos de produção
+ Cientista desvenda mistério do monstro do Lago Ness. Descubra!
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2021 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.