Cubano injustamente implicado em tiroteio nega acusações de Havana

Roberto Azcorra Consuegra estava trabalhando em Miami, na Flórida, quando recebeu uma notícia difícil de acreditar: autoridades cubanas afirmavam que ele estava a bordo do barco americano envolvido no tiroteio de quarta-feira com a Guarda Costeira da ilha.

Horas depois, o governo cubano reconheceu que o havia incluído por engano na lista de 10 envolvidos no incidente, no qual quatro tripulantes foram mortos por forças cubanas. Mas afirmou que Azcorra Consuegra, que deixou Cuba em 2017, é conhecido “por seu histórico de envolvimento em ações e intenções violentas contra Cuba”.

Em frente ao restaurante Versailles, ponto de encontro da diáspora cubana em Miami, o ativista de 31 anos refutou as acusações na noite de quinta-feira. “O que fizeram é muito perigoso, colocar meu nome na lista e me acusar de estar em Cuba”, disse ele à AFP.

Azcorra Consuegra afirmou que conheceu a maioria dos envolvidos em manifestações, almoços e reuniões de ativistas na Flórida opositores ao governo da ilha. Ele está preocupado com o que pode acontecer com seus familiares na ilha e suspeita que autoridades cubanas tenham um informante entre os membros da oposição em Miami.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial sobre o incidente porque, segundo ele, “o governo cubano não é confiável”.

As tensões entre Washington e Havana se intensificaram nas últimas semanas, em meio ao embargo de petróleo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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