“Ninguém dita o que fazemos”, respondeu o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, neste domingo (11) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que instou a ilha a chegar a “um acordo antes que seja tarde demais”.
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém dita o que fazemos”, declarou Díaz-Canel no X, após enfatizar que a ilha “está se preparando” e “está disposta a defender a pátria até a última gota de sangue”.
Trump instou Cuba neste domingo a “chegar a um acordo” ou enfrentar consequências não especificadas, e alertou que o fluxo de petróleo e dinheiro venezuelanos para Havana cessaria imediatamente.
“NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO NEM DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO!”, disse Trump em sua plataforma Truth Social. “Sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”
Essas declarações de Trump surgem uma semana depois de os Estados Unidos terem capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro, agora deposto.
A operação militar noturna em Caracas resultou na morte de dezenas de membros das forças de segurança venezuelanas e cubanas.
Pouco antes, Trump republicou a mensagem de um usuário da rede social X sugerindo que o secretário de Estado, Marco Rubio, se tornaria presidente de Cuba, e acrescentou o comentário: “Parece bom para mim!”.
Em sua própria publicação logo em seguida, Trump disse que “Cuba viveu, por muitos anos, de grandes quantidades de PETRÓLEO E DINHEIRO da Venezuela. Em troca, Cuba forneceu ‘Serviços de Segurança’ aos dois últimos ditadores venezuelanos, MAS NÃO MAIS!”.
“A maioria desses cubanos está MORTA por causa do ataque dos Estados Unidos na semana passada, e a Venezuela não precisa mais da proteção dos bandidos e extorsionários que os mantiveram reféns por tantos anos”, acrescentou.
Sob embargo dos Estados Unidos, Havana tem dependido cada vez mais do petróleo venezuelano fornecido como parte de um acordo firmado com Hugo Chávez, antecessor de Maduro.1