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Cuba espera produzir 100 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19 em 2021

Cuba espera produzir 100 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19 em 2021

Mulher caminha de máscara pelas ruas de Havana em 14 de setembro de 2020 - AFP

Cuba espera produzir 100 milhões de doses de sua vacina contra o coronavírus em 2021 e imunizar toda a sua população neste ano, anunciou nesta quarta-feira (20) o diretor do Instituto Finlay de Havana, que desenvolve dois dos quatro projetos locais em ensaios clínicos.

“Temos capacidade para fabricar 100 milhões de doses” de Soberana 2, a vacina candidata mais avançada, e “se tudo correr bem, este ano teremos toda a população vacinada”, disse o Dr. Vicente Vérez em entrevista coletiva.

Na segunda-feira, a Soberana 2 passou para a fase II b dos ensaios clínicos, envolvendo 900 candidatos. Se alcançar o sucesso esperado, a candidata entrará na fase III em março (a última antes de sua aprovação), com 150 mil voluntários.

O objetivo é lançar a campanha de vacinação no primeiro semestre. Para os cubanos, a vacina será gratuita, mas não obrigatória. Vérez indicou que também será uma “opção” para os turistas que visitam o país.

Cientistas cubanos estão trabalhando em quatro imunizantes: Soberana 1 e 2, Abdala e Mambisa, todos em ensaios clínicos (fase I ou II). Os três primeiros são administrados por injeção e o quarto por spray nasal.


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A Soberana 1 e 2 são desenvolvidas pelo Instituto Finlay, a Abdala e a Mambisa pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB).

Se um desses projetos receber a autorização final, será a primeira vacina contra a covid-19 concebida e produzida na América Latina.

O Brasil, grande fabricante tradicional de vacinas, fechou acordos para importar e produzir a vacina chinesa CoronaVac e a britânica AstraZeneca / Oxford.

Apesar de enfrentar um surto de casos de coronavírus, Cuba, com 11,2 milhões de habitantes, continua sendo um dos países menos afetados pela pandemia na região, com 19.122 infecções e 180 mortes.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, a ilha teve que encontrar seus próprios remédios, tanto em medicamentos quanto em vacinas. Embora o embargo permita a venda de alguns produtos sanitários, muitos bancos se recusam a realizar qualquer transação relacionada à ilha, temendo sanções de Washington.

A partir da década de 1980, o país, que dedica um quarto de seu orçamento à saúde, começou a desenvolver sua indústria de biotecnologia, com descobertas notáveis, incluindo uma vacina contra meningococo B.

Atualmente, o programa nacional de vacinação infantil prevê 11 imunizantes, dos quais 8 são fabricados na ilha, para o combate a 13 doenças.

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