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Cuba acusa EUA de querer condená-la no Conselho Permanente da OEA

Cuba acusa EUA de querer condená-la no Conselho Permanente da OEA

Pessoas marcham para a embaixada cubana em apoio aos protestos em Cuba em Washington DC, em 26 de julho de 2021 - AFP


O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta terça-feira (27) que os Estados Unidos buscam condenar seu governo no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), após conseguir por “imposição” que cerca de 20 países se juntassem na exigência de respeito aos direitos humanos, enquanto alertou sobre agressões às suas embaixadas.

“O próximo, vergonhoso e anunciado passo do macabro plano contra #Cuba é a imposição do Conselho Permanente da OEA”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel no Twitter.

Nesse sentido, ele acrescentou que “o desacreditado ministério das colônias yankees (a OEA) é convocado a desempenhar seu triste papel de lacaio”.

Díaz-Canel também questionou as manifestações realizadas nos últimos dias contra seu governo em frente às embaixadas cubanas em várias capitais. Na segunda-feira à noite (26), sua representação diplomática em Paris foi alvo de um ataque com coquetéis molotov.

O ataque deixou danos menores e não foi reivindicado por ninguém até agora. Cuba responsabilizou os Estados Unidos pelo ocorrido.

“Os ‘manifestantes pacíficos’ contra a #RevoluçãoCubana chegaram até #Paris com o incentivo das campanhas anticubanas geradas em #Washington? É o retorno do terrorismo contra as embaixadas cubanas?”, questionou Díaz-Canel.

O chanceler Bruno Rodríguez afirmou, por sua vez, que, em sua campanha contra o governo comunista da ilha caribenha, os Estados Unidos tentam impor uma reunião do Conselho Permanente da OEA, reiterando a acusação de que a organização está a serviço de Washington.

Fundadora do Sistema Interamericano, Cuba foi excluída da OEA em 22 de janeiro de 1962, devido à sua adesão ao bloco comunista soviético e ao seu confronto com Washington desde 1961.

Em 2009, os membros da OEA rescindiram a exclusão de 1962, mas Havana se recusa a retornar.

Cerca de 20 países, entre eles Brasil, Colômbia e Equador, uniram-se ontem ao secretário de Estado americano, Antony Blinken, em um apelo ao governo cubano para que respeite os direitos humanos e liberte os detidos nas manifestações de 11 de julho em 40 cidades e povoados da ilha.

Diante deste apelo, Rodríguez respondeu em um tuíte na segunda-feira que “#Cuba conta com o apoio de 184 nações que pedem #EliminaOBloqueio” e desafiou o governo dos Estados Unidos a apresentar provas que “comprovem essas acusações caluniosas”.

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