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Cruzeiro britânico afetado por coronavírus atraca em Cuba

Cruzeiro britânico afetado por coronavírus atraca em Cuba

O cruzeiro britânico MS Braemar atracado no porto de Mariel, Cuba - AFP


O cruzeiro britânico MS Braemar, com cinco casos confirmados do novo coronavírus e mais de 1.000 pessoas a bordo, atracou nesta quarta-feira (18) em um porto no oeste de Havana, de onde seus passageiros serão repatriados para o Reino Unido.

O navio, com 52 pessoas isoladas, incluindo os cinco casos de coronavírus, atracou às 7h00 (8h00 de Brasília) no porto da zona industrial de Mariel, 45 km a oeste de Havana.

Cuba autorizou na segunda-feira por “razões humanitárias” a atracação do MS Braemar, da empresa britânica Fed. A Olsen Cruise Lines, que desde a semana passada procurava um porto no Caribe para encostar, foi rejeitada por vários países da região.

Segundo as autoridades cubanas, os passageiros do cruzeiro serão transferidos diretamente do porto de Mariel para o aeroporto internacional José Martí, na capital. De lá, serão transportados em quatro aviões para o Reino Unido, a partir das 18h00 (21h00 de Brasília) desta quarta-feira.

“Todas as medidas foram adotadas para a transferência segura, hospitaleira e rápida dos passageiros e tripulantes da embarcação”, afirmou na terça-feira o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Cuba, Juan Antonio Fernández.


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O secretário de Estado para Assuntos Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, agradeceu ao governo cubano por permitir que o navio atracasse.

“Estamos muito agradecidos ao governo cubano por permitir rapidamente que essa operação e por sua estreita cooperação para garantir que seja bem sucedida”, disse Dominic, citado pela mídia local.

Por sua parte, o embaixador britânico em Havana, Antony Stokes, elogiou “a colaboração intensiva das autoridades cubanas na operação planejada para devolver os passageiros a bordo do cruzeiro ao Reino Unido”.

Em comunicado, a companhia britânica de cruzeiros enfatizou nesta quarta-feira que “o passageiro que não se sentir bem o suficiente para viajar de avião receberá apoio e tratamento médico em Cuba”.

“Qualquer hóspede que tenha recebido um diagnóstico positivo do coronavírus, ou que tenha apresentado sintomas de gripe, além de seus acompanhantes, retornará ao Reino Unido em um voo separado”, destacou.

Ressaltou ainda que os voos terão equipe médica e que, depois de chegar ao Reino Unido, os turistas deverão ficar em quarentena por 14 dias.

Cuba, que tem sete casos confirmados do novo coronavírus, multiplica as ações de prevenção e vigilância, mas mantém suas fronteiras abertas, ao contrário do que a maioria de seus vizinhos faz, uma vez que o turismo é o motor de sua economia.

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