Cruz Vermelha deseja que países repatriem seus cidadãos detidos na Síria por jihadismo

Cruz Vermelha deseja que países repatriem seus cidadãos detidos na Síria por jihadismo

Os países devem “assumir sua responsabilidade e encontrar soluções para a repatriação” de seus cidadãos detidos na Síria ou Iraque por terem integrado grupos jihadistas, afirmou neste domingo o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer.

“Quando vejo as condições dos campos onde vivem as famílias dos jihadistas no Oriente Médio, na Síria ou Iraque, percebo a urgência da situação”, declarou Maurer ao jornal suíço Le Matin Dimanche.

“Os países devem assumir sua responsabilidade, encontrar soluções de repatriação e julgar as pessoas que devem ser julgadas pelos crimes que cometeram”, completou.

Em janeiro, uma Comissão Independente de Investigação (COI) sobre a Síria, criada pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, fez uma advertência sobre a situação dos filhos de jihadistas estrangeiros na Síria.

Em novembro, uma representante do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Marie-Dominique Parent, afirmou que entre 700 e 750 filhos de cidadãos dos países da União Europeia estavam retidos em condições precárias nos campos do nordeste da Síria.

No total, 12.000 estrangeiros (4.000 mulheres e 8.000 menores de idade) estão instalados em três campos de deslocados no nordeste da Síria, segundo as autoridades curdas que controlam a região.