Criptomoedas: bitcoin tem leve alta com Warsh no Fed, que já fez sinais positivos ao ativo

O bitcoin operou em leve alta nesta sexta-feira, 30, em uma sessão com pouca volatilidade para a criptomoeda, contrariando outros ativos, como os metais preciosos, que tiveram um dia com intensas movimentações nos preços. O grande destaque do dia foi a indicação do ex-diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Kevin Warsh para a presidência do banco central dos Estados Unidos. Ao longo dos últimos anos, o escolhido por Donald Trump chegou a fazer comentários públicos favoráveis às criptomoedas.

Por volta das 17 horas (em Brasília), o bitcoin avançava 0,17%, a US$ 84.154,71. Já o ethereum caiu 1,96%, a US$ 2.739,78, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, o bitcoin caiu quase 6% e termina janeiro em queda acima de 6%, registrando o pior desempenho do ativo para o primeiro mês do ano desde 2022.

O comentário mais recente feito por Warsh sobre bitcoin foi em julho de 2025, durante um evento promovido pelo Instituto Hoover. Nele, Warsh foi questionado sobre o bitcoin e o potencial da criptomoeda ser uma “ameaça sistêmica” ao Fed e sua política monetária. Em resposta, ele questionou a possibilidade: “O bitcoin não me preocupa. Eu vejo ele como um ativo importante, que pode ajudar a informar os responsáveis pela política monetária quando eles estão fazendo as coisas do jeito certo ou errado”.

Por sua vez, o bitcoin permanece sob pressão, e chegou a atingir a mínima em dois meses durante a semana, com os resultados decepcionantes da Microsoft alimentando uma onda de vendas generalizada de ações de tecnologia. “Não acreditamos na bolha da inteligência artificial (IA), mas acreditamos que o mercado questionará o retorno sobre o investimento de capital das empresas de tecnologia”, afirma o economista Mohit Kumar, da Jefferies. Kumar diz que é improvável que Warsh busque cortes agressivos nas taxas de juros além do que os fundamentos econômicos sugerem.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra autoridades do Irã e agentes ligados ao regime de Teerã, citando repressão violenta a protestos, corrupção e o uso de ativos digitais para burlar restrições internacionais. A ação foi conduzida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês).