Criador do museu Inhotim é condenado por lavagem de dinheiro

SÃO PAULO, 17 NOV (ANSA) – O empresário Bernardo de Mello Paz, idealizador do museu Inhotim nos anos 1980, foi condenado a nove anos e três meses de prisão por lavagem de dinheiro, informou o Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais nesta quinta-feira (16).   

A decisão da juíza federal Camila Franco e Silva Velano foi publicada em setembro, mas divulgada apenas ontem.De acordo com a denúncia, entre 2007 e 2008, o empresário e sua irmã, Maria Virginia de Mello Paz, foram responsáveis por fazer movimentações financeiras de empresas das quais são sócios. Maria Virginia foi condenada a cinco anos e três meses em regime semiaberto. A defesa dos irmãos nega as acusações e já recorreu da sentença.   

Segundo a Procuradoria, eles praticaram lavagem de ativos de suas empresas, escondendo a origem e a natureza de recursos provenientes de sonegação de contribuições previdenciárias.   

Entre as companhias está a Horizontes Ltda, criada com o intuito de manter o Instituto Inhotim por meio de doações de outras empresas.   

Na época, Mello Paz era proprietário do conglomerado Itaminas, que inclui 29 empresas, sendo a maioria na área de mineração e siderurgia. A Horizontes chegou a repassar US$95 milhões doados ao instituto a outras empresas de Bernardo de Mello Paz.   

O museu de Inhotim é considerado um dos maiores centros de arte contemporânea e ao ar livre da América Latina. O acervo foi construído em uma fazenda de Paz em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. (ANSA)