São Paulo, 6/6 – Credores e fornecedores do Grupo Farias se reuniram na última sexta-feira (3) com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) para discutir o processo de recuperação judicial da empresa sucroenergética. Na ocasião, eles se mostraram receosos com o desenrolar do processo de recuperação judicial da companhia, que tem um passivo de aproximadamente R$ 900 milhões em âmbito nacional. “Como toda recuperação judicial, o plano deve ser bom pra eles e ruim pra gente. Pagar em dez anos ou algo assim”, afirmou o representante da Associação de Produtores de Cana de Goiás, Ataualpa Nasciutti, conforme nota publicada pela Faeg. Segundo Nasciutti, a empresa chegou a fazer alguns acordos com produtores, visando pagar apenas uma parcela do saldo devedor. A entidade goiana afirmou que dará apoio e também ajudará os produtores de cana a conferir os valores de eventuais dívidas. “Precisamos fazer esse ajuste, cruzando os dados. Pode ser que para um falem que o valor total é R$ 10 mil e, na verdade, acaba sendo o dobro”, afirmou o presidente da Faeg, José Mário Schreiner. O Grupo Farias tem três usinas no Estado: em Itapaci, Itapuranga e Anicuns. Há cerca de 425 produtores afetados pelo processo de recuperação judicial do grupo, anunciado no início de maio. Em Goiás, só com produtores independentes de cana-de-açúcar e arrendantes de terra, o montante da dívida é de aproximadamente R$ 55,7 milhões e o número total de credores (dívidas trabalhistas, pequenas empresas, crédito real, bancos, produtores rurais e outros) é 3.430.