Crédito para veículos de aplicativos: CMN amplia teto e prazo

Teto de financiamento de veículos para motoristas de aplicativo sobe para R$ 200 mil; prazo estendido para 84 meses

Crédito para veículos de aplicativos: CMN amplia teto e prazo

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (27) a ampliação dos valores e do prazo de financiamento do programa Move Brasil, beneficiando diretamente motoristas de aplicativos, taxistas e cooperativas. Com a decisão, os profissionais agora podem financiar veículos com limites de preço de até R$ 200 mil e um prazo de pagamento estendido para 84 meses.

A deliberação do CMN, que também ampliou limites de crédito para estados e municípios em outra frente, busca adaptar as condições do mercado e facilitar o acesso a veículos mais modernos e seguros para o transporte individual remunerado de passageiros. As mudanças foram aprovadas em reunião extraordinária do Conselho.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o teto para financiamento de veículos de motoristas de aplicativos e taxistas, passando de R$ 150 mil para R$ 200 mil.

  • O prazo máximo para o pagamento dos financiamentos foi estendido de 72 para 84 meses, visando reduzir o impacto das parcelas mensais.
  • As novas regras do programa Move Brasil, que já haviam sido anunciadas, entraram em vigor após a regulamentação pelo CMN.

Com a nova regulamentação, o prazo de reembolso passa de 72 para até 84 meses. O limite de preço dos automóveis sobe de R$ 150 mil para R$ 200 mil.

A elevação do teto para R$ 200 mil já havia sido anunciada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas dependia da regulamentação para entrar em vigor.

A alteração adapta as regras financeiras do programa a uma portaria publicada pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Fazenda, que já havia elevado o preço máximo dos veículos elegíveis.

Quais as principais mudanças?

As principais alterações aprovadas pelo CMN são:

  • Valor máximo do veículo: de R$ 150 mil para R$ 200 mil;
  • Prazo máximo de pagamento: de 72 para 84 meses;
  • Carência: permanece em até seis meses para o pagamento do principal;
  • Público beneficiário: não muda;
  • Recursos disponíveis: permanecem os mesmos.

A ampliação do prazo permite distribuir o valor financiado por um período maior. Na prática, isso pode reduzir o peso da parcela mensal, embora um prazo maior possa aumentar o custo total da operação, conforme as condições do financiamento.

Mais opções para os beneficiários

O aumento do teto para R$ 200 mil amplia significativamente a quantidade de veículos que pode se enquadrar no programa.

Segundo levantamento baseado nos emplacamentos de 2025, o limite anterior, de R$ 150 mil, abrangia aproximadamente 63% do mercado analisado.

Com os novos valores, informou a Fazenda, cerca de 486 mil unidades adicionais passam a integrar o universo potencialmente elegível pelo critério de preço. A cobertura estimada sobe de 63% para aproximadamente 88% do mercado considerado, com mais opções de modelos e versões.

Impacto nas prestações

A ampliação de 72 meses para 84 meses busca evitar que o aumento do preço máximo dos veículos provoque uma elevação excessiva das parcelas mensais.

Em termos simples, um financiamento de maior valor poderá ser distribuído por mais meses, reduzindo o valor de cada prestação, de acordo com a taxa de juros e as demais condições ofertadas pela instituição financeira.

Quem pode solicitar o crédito?

Taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas de taxistas podem ser beneficiados pelo programa.

Os veículos devem ser novos e destinados à atividade de transporte individual remunerado de passageiros.

De onde vêm os recursos?

O programa usa recursos autorizados pela Medida Provisória (MP) 1.359/2026, editada em maio.

A MP destinou até R$ 30 bilhões para linhas de financiamento reembolsável voltadas aos profissionais do setor.

O valor global de recursos não foi alterado pela nova decisão do CMN.

Também permanecem inalteradas as regras relacionadas aos encargos financeiros, à carência e à análise de crédito, mas vale lembrar que o CMN já havia vetado a taxa de cadastro em crédito para motoristas de aplicativo.

O que é o Conselho Monetário Nacional?

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável por formular diretrizes das políticas monetária e de crédito do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

A nova resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Da IstoÉ