Richarlison, o “Pombo”, como é conhecido por causa de sua comemoração habitual, conquistou os corações de milhares de brasileiros ao ser o grande protagonista na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2022 no Catar, na quinta-feira (24), após marcar dois gols sobre a Sérvia.

O craque de 25 anos, que é natural de Nova Venécia, município de 50.434 habitantes do Espírito Santo, e defende as cores do Tottenham da Inglaterra, ganhou 4 milhões de seguidores no Instagram, gerou muitos memes nas redes sociais e dá um show dentro e fora de campo por suas atitudes nobres.

A IstoÉ Gente lista alguns assuntos importantes levantados por Richarlison, como defender a vacina, lutar contra o racismo, causas sociais e ambientais, política entre outros temas. Confira!

Racismo

Richarlison, que foi vítima de racismo num amistoso do Brasil contra a Tunísia, se posicionou nas redes sociais cobrando uma punição severa. Ele ainda saiu em defesa de Vinícius Júnior, seu companheiro de seleção, que também foi vítima de racismo.

“Espero que reconheçam esse torcedor e punam ele. É difícil. Teve o caso Vinicius Junior recentemente e agora acontece isso dentro do estádio. Espero que tenha punição e que sirva de lição para outras pessoas não fazerem isso”, disse na época.


O craque também lamentou a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, e debateu o assasinato de João Pedro, morto após em uma casa atingida por mais de 70 tiros em uma operação policial no Rio de Janeiro.

“O racismo é um assunto que nós, que viemos da favela, estamos acostumados. Sempre fui tratado de forma diferente. Acompanhei o caso da morte do João Pedro, no qual a polícia deu mais de setenta tiros em sua casa. Poderia ser comigo. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante”, disse à revista Placar.

Política

Constantemente Richarlison se posiciona politicamente. Antes do início do Mundial do Catar, ele criticou o uso político da camisa da seleção brasileira, utilizada principalmente por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Hoje em dia, o pessoal leva muito (a camisa) para o lado político. Isso faz a gente perder a identidade da camisa e da bandeira amarela. Acho importante que eu como jogador, torcedor e brasileiro, tente levar essa identificação para todo o mundo. É importante reconhecer que a gente é brasileiro, tem sangue brasileiro e levar isso para o mundo”, opinou em entrevista ao jornal O Globo.

 


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