Cortina d”Ampezzo “combate turismo cafona” com novas regras

Cidade italiana, famosa por sediar as Olimpíadas de Inverno, proíbe atos como sentar em degraus e piqueniques na rua para preservar o decoro público

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Foto: Imagem ilustrativa

A cidade italiana de Cortina d”Ampezzo, conhecida como “pérola das Dolomitas” e futura sede das Olimpíadas de Inverno de 2026, anunciou nesta segunda-feira (14) uma série de medidas rigorosas para combater o que as autoridades locais definem como “turismo cafona”. A iniciativa visa preservar o decoro público e a qualidade de vida dos moradores, em um período de intenso fluxo de visitantes.

A cidade de Cortina d”Ampezzo implementa medidas drásticas para coibir o turismo “cafona”, proibindo ações como sentar em degraus e consumir alimentos em vias públicas.

  • As novas regras, válidas até 15 de outubro, incluem a proibição de se refrescar na rua e orientam contra trajes considerados contrários ao decoro público.
  • Ações como estas visam preservar o decoro da cidade e evitar a superlotação, com multas que variam de 25 a 500 euros para os infratores.

As restrições chegam em meio ao auge da temporada de verão na Europa, um período marcado por superlotação e filas extensas em diversas atrações turísticas das Dolomitas. Essa cadeia de montanhas atravessa o extremo-norte da Itália e atrai milhões de visitantes anualmente.

Até 15 de outubro, uma série de comportamentos estará proibida. É o caso de sentar-se em degraus de monumentos, em estacionamentos, na rua ou em soleiras de prédios no centro de Cortina. O consumo de alimentos e bebidas em vias públicas ou sob pórticos também será vetado, buscando coibir piqueniques e acampamentos improvisados que afetam a estética urbana.

Medidas para preservar o decoro

Além das proibições de sentar e comer, a cidade vetará que turistas se lavem nas ruas para se refrescar do calor. Os visitantes também são convidados a evitar “trajes tidos como contrários ao decoro público”. A prefeitura, no entanto, não especificou quais tipos de roupas serão consideradas inadequadas, deixando a interpretação a cargo da fiscalização local. O objetivo central é evitar práticas consideradas “cafonas” e que desrespeitam o ambiente local.

O prefeito Gianluca Lorenzi justificou as medidas, afirmando que “os moradores se sentem constrangidos, em certos momentos e em certas situações”. Segundo ele, a população já está sobrecarregada com o grande fluxo de turistas, e o mínimo esperado é que as regras de convívio sejam respeitadas. Quem violar as novas normas estará sujeito a multas que variam de 25 a 500 euros, o equivalente a cerca de R$ 151 a R$ 3 mil.

Por que as novas regras são necessárias?

Lorenzi explicou a necessidade de formalizar essas proibições, que para muitos seriam consideradas óbvias. “Não deveria ser necessária uma regra para evitar acampar no centro da cidade, fazer acampamento improvisado em frente ao cemitério ou comer nos degraus da igreja”, salientou o prefeito. Ele reforçou que as autoridades foram “forçadas a fazer isso para permitir que nossa polícia local e outras agências de segurança pública intervenham” de forma legal e eficaz.

Da IstoÉ com ANSA.