Economia

Correção: Ouro fecha em alta, com guerra comercial EUA-China em foco

A nota enviada anteriormente continha uma incorreção. A Stifel, e não o Commerzbank, afirma que os mercados de ações reagem ao prazo comercial próximo para implantação de tarifas à China. Segue o texto corrigido.

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O ouro fechou em alta nesta terça-feira, 10, dia de cautela nos mercados acionários e busca por ativos de segurança diante das incertezas sobre o acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China. Os investidores também estão em compasso de espera para o fim da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) que vai divulgar sua decisão sobre juros na quarta-feira.

Ainda no radar, segue a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que acontece na quinta-feira.

O ouro para dezembro fechou em alta de 0,22%, em US$ 1.462,60 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na segunda-feira, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow, afirmou que as tarifas programadas para os produtos chineses em 15 de dezembro “ainda estão sobre a mesa”. Ele disse também que não havia uma “decisão definitiva” sobre o assunto, mas que retirar algumas tarifas “faz parte da discussão” da “fase 1” do acordo comercial que está sendo negociado.

Mais cedo, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney, havia dito que as perspectivas de um acordo com a China eram “muito boas”. E a agência Dow Jones Newswires informou, com base em fontes, que negociadores avaliam adiar a elevação da tarifa imposta pelos EUA sobre bens e produtos chineses, prevista para entrar em vigor neste domingo, dia 15.

De acordo com relatório da Stifel, os mercados de ações reagem ao prazo comercial muito próximo, e se mostram preocupados sobre aumento de alíquota nas tarifas para produtos chineses. “As negociações estão em andamento e os dois lados parecem dispostos a se encontrar no meio, mas um real compromisso – ao menos um acordo da “Fase 1″ – ainda não se concretizou”, afirma a instituição.

Carsten Fritsch, economista do Commerzbank, diz que a cautela dos investidores também se explica pela tumultuada agenda de fatores político-econômicos que está por vir. “Antes da reunião do Fed, da reunião do BCE, das eleições parlamentares do Reino Unido (na quinta-feira) e do prazo para a introdução de novas tarifas punitivas dos EUA contra a China no domingo, os investidores, por razões compreensíveis, evitam tomar novas posições”, aponta o analista.

Ainda no mercado de metais preciosos, o paládio foi negociado hoje acima dos US$ 1.900,00 a onça troy, batendo um novo recorde. “Apesar das fracas vendas de automóveis chineses, até agora, o preço do paládio se mantém incólume”, aponta o banco alemão, comentando que o governo chinês diminuiu subsídios apenas para carros elétricos, que têm sofrido com a queda acentuada das vendas de automóveis no gigante asiático.

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