Um homem com dupla nacionalidade, italiana e brasileira, confessou no sábado (26) às autoridades de Turim, no norte da Itália, ter assassinado Fabio Colapietro, cujo corpo foi encontrado esquartejado dentro de sacos em um apartamento. Christian Matheus de Oliveira Morando, de 26 anos, afirmou que o crime ocorreu “sem querer” durante uma discussão e sob efeito de drogas.
Christian Matheus de Oliveira Morando, que tem ascendência brasileira, declarou ao juiz responsável pela investigação preliminar: “Sim, eu o matei, mas sem querer. Não foi nada planejado. Aconteceu durante uma discussão, enquanto usávamos drogas há dias”.
A confissão e as prisões
Natural de Chivasso, no Piemonte, e residente em Turim, Morando foi detido na sexta-feira (25) por suspeita de homicídio e ocultação de cadáver. Outras duas pessoas também foram presas por suposta cumplicidade e auxílio na ocultação do corpo de Colapietro, de 39 anos: a professora italiana Nicole Formichetti, de 47 anos; e Keith Butig, ítalo-filipina de 22 anos.
De acordo com detalhes do interrogatório de Morando, citados pela imprensa local, o jovem revelou que ele e as duas suspeitas começaram a consumir drogas e álcool no apartamento de Formichetti em 20 de setembro. Colapietro foi chamado ao local para levar mais substâncias entorpecentes para consumo.
A ocultação do cadáver
No entanto, na madrugada entre 21 e 22 de setembro, Morando se desentendeu com Colapietro, acreditando que a vítima havia lhe roubado dinheiro enquanto dormia. Após Colapietro ter perdido a consciência diante das agressões físicas de Morando, que “não se lembra se o sufocou”, o suspeito disse que todos os presentes tentaram reanimá-lo por “duas horas”.
Ao confirmarem o óbito, os três envolvidos buscaram ocultar o cadáver. Partes do corpo foram encontradas em sacos pretos e em baldes com cimento de secagem rápida, na madrugada de quinta (24) para sexta-feira no apartamento de Formichetti.
Como o crime foi descoberto?
Segundo a mãe de Morando, que não teve o nome divulgado, foi o próprio filho, após ser aconselhado por ela, a chamar o serviço de emergência há dois dias. “Ele chorava muito ao telefone e como não se entendia o que ele dizia, eu peguei o telefone e pedi para que viessem, pois meu filho havia feito mal a alguém”, contou a mãe do suspeito.
Da IstoÉ com ANSA