Cultura

Corpo de Ennio Morricone é enterrado em Roma

ROMA, 07 JUL (ANSA) – O corpo do maestro Ennio Morricone foi enterrado na manhã desta terça-feira (07) no cemitério Laurentino, de Roma, em um cerimônia restrita apenas à família conforme pedido do artista italiano. O enterro ocorreu após um discreto funeral na capela do Campus Biomedico, o hospital romano onde Morricone, que tinha 91 anos, faleceu nesta segunda-feira (06). No local, estavam presentes apenas a esposa Maria, os filhos e os netos.   

O maestro italiano, conforme apurou a ANSA, não tinha uma tumba de família no local. Enquanto aguardam as autorizações necessárias para a construção de uma, Morricone foi enterrado no túmulo de um parente. A simplicidade da despedida a um dos gênios das artes italianas foi um pedido do próprio compositor. Segundo o seu obituário, divulgado ontem pelo advogado Giorgio Assumma, ele “não queria dar trabalho” para a família com um funeral pomposo.   

A morte de Morricone causou repercussão mundial e, de maneira unânime, políticos, artistas e fãs recordaram a integridade e a genialidade do italiano, responsável pela trilha sonora de mais de 500 filmes e programas de televisão – e por embalar a memória de inúmeras gerações apaixonadas pela sétima arte.   

Morricone faleceu após alguns dias internado no hospital para tratar de uma queda. Ele estava “com plena lucidez e grande dignidade” até o fim, conforme Assumma. Trajetória – Nascido no dia 10 de novembro de 1928, em Roma, o maestro era filho de trompetista e formado no Conservatório de Santa Cecilia, uma das escolas de música mais renomadas da Itália.   

Morricone faz parte do restrito panteão dos grandes maestros da história do cinema, como confirmam a estrela na Calçada da Fama de Hollywood e os dois prêmios no Oscar: um em 2007, pelo conjunto de sua obra, e outro em 2016, pela trilha sonora original de “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino, um de seus maiores fãs.   

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Além disso, foi indicado outras cinco vezes: por “Cinzas no Paraíso”, em 1979, “A Missão”, em 1987, “Os Intocáveis”, em 1988, “Bugsy”, em 1992, e “Malèna”, em 2001.   

Outros grandes trabalhos de Morricone são as trilhas originais de “Por um Punhado de Dólares” (1964), “Cinema Paradiso” (1988) e “Bastardos Inglórios” (2009).   

O maestro italiano também conquistou três prêmios no Globo de Ouro, seis no Bafta e 10 no David di Donatello, o “Oscar” do cinema italiano. (ANSA)

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