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Coronavírus: tire todas as suas dúvidas e saiba como se prevenir contra a doença

Crédito: Foto: Centers for Disease Control and Prevention-AFP

O mundo está em alerta e não se fala em outra coisa a não ser sobre o coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma família de vírus que causa infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto no fim do ano passado após casos registrados na China. A doença também é denominada de COVID-19.

Recentemente, o Ministério da Saúde elaborou uma lista com 16 países onde há possibilidade de transmissão: Itália Austrália, China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos.

O Brasil já tem dois casos de coronavírus confirmados. Na última terça-feira (25), um homem, de 61 anos, residente em São Paulo, com histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho e sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro. Já o segundo caso da doença foi confirmado no sábado (29), pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. O paciente esteve em Milão, na Itália, na última quinta-feira (27). O homem, de 32 anos, tem um quadro leve e estável. Ele foi colocado em isolamento domiciliar, juntamente com a mulher, com quem viajou. Ela não apresentou sintomas.

A IstoÉ conversou com Tassiana Rodrigues dos Santos, médica infectologista pela Unesp com pós-graduação em controle de infecção hospitalar, que esclareceu dúvidas sobre o vírus e deu dicas de como a população deve se previnir. Confira!

Quais são os sintomas?
Os sinais e sintomas são semelhantes aos de uma gripe: febre, tosse, falta de ar, dor de garganta e fraqueza. A maioria dos casos é leve, sem grandes consequências, porém existe a possibilidade de complicações pulmonares, principal causa de óbito relacionada.

Como o coronavírus é transmitido?
Sua transmissão ocorre por gotículas respiratórias: espirro, tosse, contato pessoal próximo, contato com superfícies contaminadas. Sabe-se que a transmissão pode ocorrer antes dos primeiros sintomas, e o tempo para que a infecção se manifeste pode durar até 14 dias, período em que as pessoas que tiveram contato com um paciente confirmado devem ser monitorizadas.

Como prevenir?
Mesmo ainda não tem tendo vacina ou tratamento específico, existem várias medicações que têm mostrado benefícios em alguns estudos. A infectologista deu dicas de como podemos nos prevenir e tomar os cuidados necessários para não adquirir a doença. Ela ainda ressalta que cada caso deve ser individualizado e que a prevenção é a melhor medida para barrarmos o ciclo desse vírus.

• Antes de tudo, higienize suas mãos. Lave adequadamente e múltiplas vezes durante o dia
• Álcool gel também é eficaz, sempre que cumprimentar alguém ou pegar em superfícies potencialmente contaminadas
• Utilize lenço descartável para higiene nasal, e não esqueça de lavar as mãos após tossir ou espirrar
• Evite tocar mucosas (olhos, nariz e boca)
• Não compartilhe objetos de uso pessoal
• Limpe regularmente o ambiente e mantenha-o sempre ventilado
• Evite deslocamentos e aglomerações se estiver doente
• Evite contato próximo com pessoas sintomáticas
• Não visite recém-nascidos, gestantes, pacientes fragilizados e pessoas idosas se você estiver com sintomas. Isso serve para qualquer infecção
• Mantenha hábitos saudáveis: hidratação, alimentação e atividade física regular
• Vacine-se e vacine seus filhos para outras doenças, não é hora de esquecermos que outros vírus também estão circulando
• As máscaras cirúrgicas devem ser usadas como bloqueio na transmissão do vírus por uma pessoa já doente, cessando assim a passagem para a população geral
• Se você quer usar máscara mesmo assintomático, tudo bem, mas fique atento para que ela não dê a “falsa” sensação de proteção, deixando de lado outros pontos importantes, como a lavagem das mãos e superfícies
• Se você vai viajar ou vai para áreas potenciais de risco, converse com seu médico sobre qual é a ideal proteção na sua situação

A Infectologista ainda fez um alerta para cuidados redobrados com os idosos. “Apesar de estarmos diante de uma possível pandemia, a letalidade geral se encontra em torno de 2-3%, mais baixa que muitos outros vírus com os quais já estamos acostumados (sarampo por exemplo). A maioria dos óbitos ocorreu em pacientes idosos e com alguma comorbidade. Isso só reforça a importância dos cuidados preventivos principalmente nesse grupo. Outras populações classicamente consideradas de risco para quadros virais são: crianças menores de 2 anos, gestantes, pacientes com algum grau de imunossupressão, hipertensão, problemas pulmonares e oncológicos”, concluiu Tassiana Rodrigues dos Santos, médica infectologista pela Unesp.

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