Corinthians não paga salários aos jogadores do futsal há três meses, diz jogador

Reprodução Agência Corinthians
Jakson Samurai, ala do futsal do Corinthians Foto: Reprodução Agência Corinthians

Com nomes de peso e um elenco montado para disputar títulos, o Corinthians tinha tudo para estar entre os favoritos nas competições de Futsal neste ano. No entanto, com a crise financeira que o clube atravessa potencializada pela Covid-19, outras modalidades estão com investimento comprometido.

Em entrevista ao podcast Toca e Sai, do GloboEsporte.com, o reforço para esta temporada Jackson Samurai revelou que os jogadores  não recebem salários do clube há três meses.

“Nós estamos há três meses sem receber. A gente fez acordos de redução de salários também de 50%. Porém, nem essa redução a gente recebeu ainda. Então para mim foi um baque muito grande. […]Me transferi do JEC [Joinville] que é um clube muito seguro e muito sério e que sempre me tratou bem na parte financeira e como ser humano também, infelizmente no Corinthians está acontecendo esse problemas”, contou o jogador.

O ala disse ainda que não enxerga uma melhora na situação da modalidade no alvinegro paulista.

“Pelo que eu vejo não há previsão de que a gente vá receber alguma coisa no próximo mês, porque a situação do Corinthians tá bem complicada pelo que a gente vê nas notícias”, explicou Jackson.

Questionado se o ala já estaria pensando em procurar alternativas para conseguir se manter, Jackson revelou que um dos fatores que mais atrapalham é o custo de vida na capital paulista.

“Para gente [atletas] conseguir manter um apartamento em São Paulo, três meses sem receber, começa a ficar inviável, insustentável”, pontuou.

Apesar da situação da modalidade no timão, o atleta considera que mesmo com a situação financeira complicada, o futsal do Corinthians não deve seguir o caminho do basquete no clube, que encerrou suas atividades.

“Desde que eu cheguei no Corinthians, eu acho muito difícil isso [fim das atividades] acontecer. Porque a modalidade é muito forte dentro do clube. Teve o dia do futsal lá no começo do ano e olha, eu até me arrepio de falar, porque foi um evento assim que eu nunca imaginei que o nosso esporte pudesse alcançar”, lembrou o ala.

Por conta da pandemia, o jogador disse que está em Erechim, no Rio Grande do Sul, e mantém uma rotina de atividades com um personal trainer para não perder a forma física.