A Coreia do Sul acusa a Coreia do Norte de violar o acordo de armistício após a explosão de uma mina antipessoal em 21 de setembro na Zona Desmilitarizada (DMZ). O incidente, ocorrido na fronteira que divide as duas nações, deixou três soldados sul-coreanos feridos, elevando a tensão na península.
Com base em conclusões preliminares de uma investigação, Seul afirma que Pyongyang é a responsável direta pelo incidente e que tomará as “medidas cabíveis” em resposta à violação do acordo militar. A declaração foi feita por Kang Shin-chul, autoridade de defesa do país.
Após a detonação inicial, as Forças Armadas da Coreia do Sul realizaram uma inspeção minuciosa na área, encontrando uma “mina antipessoal norte-coreana feita de resina”. A descoberta ocorreu na faixa de segurança de quatro quilômetros de largura que, desde 1953, divide a península ao longo de quase 250 quilômetros, um dos pontos mais tensos do globo.
A nova mina foi localizada nesta terça-feira (29) nas proximidades do local da explosão, ao sul da Linha de Demarcação Militar. A operação de busca e verificação foi conduzida em colaboração com o Comando das Nações Unidas, reforçando o caráter internacional da observação na região.
Quais as implicações da descoberta da mina?
A descoberta reforça a tese sul-coreana de que as minas são de origem norte-coreana. Na véspera, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul já havia afirmado ser “altamente provável” que artefatos de Pyongyang tivessem causado a explosão inicial, que vitimou os três militares.
Apesar da confirmação da origem, o Estado-Maior Conjunto ressaltou que a mina encontrada nesta terça-feira é diferente do tipo descrito pelas tropas envolvidas na operação da semana passada, indicando possíveis variações nos artefatos utilizados ou encontrados.
Um armistício de décadas na península
É importante ressaltar que muitas das minas instaladas na DMZ datam da Guerra da Coreia, travada entre 1950 e 1953. Esse conflito foi encerrado por um armistício, e não por um tratado de paz formal, o que significa que, tecnicamente, Seul e Pyongyang continuam em estado de guerra, mantendo uma das fronteiras mais militarizadas do mundo. Este incidente sublinha a fragilidade dessa “paz” e a constante vigilância necessária na região.
Da IstoÉ com ANSA.
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