Copa América, aloprados e o sono da oposição

Copa América, aloprados e o sono da oposição

Brazilian President Jair Bolsonaro looks on during the launching ceremony of the Front Brazil Project, which aims at reducing the rates of violence in cities, at Planalto Palace in Brasilia, on August 29, 2019. (Photo by EVARISTO SA / AFP)


Iguais na irresponsabilidade
Não há defesa possível para os manifestantes de esquerda que se aglomeraram no sábado pelo Brasil afora, assim como não há defesa para os apoiadores de Jair Bolsonaro que se aglomeram em qualquer oportunidade. Há quem diga que as barbaridades cometidas pelo presidente foram tantas que a população perdeu o medo de enfrentar a pandemia para tentar derrubá-lo. Isso nada mais é do que uma variação do argumento bolsonarista, segundo o qual ficar em casa é coisa de maricas. Sim, os corajosos têm o direito de se matar como quiserem. Talvez devessem fazer isso com mais frequência no Brasil. Mas não podem contribuir para a propagação do vírus e o surgimento de novas variantes do Covid-19, impedindo que a pandemia seja controlada. A única coisa boa das passeatas do fim de semana foi mostrar – mais uma vez – que lulistas e bolsonaristas se equivalem na irresponsabilidade. Que recebam uma resposta contundente dos milhões que ficaram em casa nas eleições de 2022.

O risco é a sabotagem
Se os estádios permanecerem fechados e as comitivas dos dez times forem submetidas a um regime draconiano de testagem e isolamento, a Copa América não deve fazer diferença nenhuma na dinâmica da pandemia no Brasil. Mantidos esses cuidados, a competição traz muito menos riscos do que as passeatas de aloprados da esquerda e da direita. Mas a decisão de receber o torneio em meio à nossa enorme mortandade, como se isso fosse uma prioridade, de fato tem algo de indecente. E não vamos nos esquecer que a capacidade do governo brasileiro de sabotar a Saúde e fazer coisas erradas nunca deve ser menosprezada.

Paulo Câmara com medo da PM?
Tão preocupante quanto o ataque da Polícia Militar aos manifestantes anti-bolsonaristas de Recife, no sábado, é a débil reação do governo pernambucano a essa ação imotivada, que feriu com balas de borracha e provavelmente deixou cegos dois cidadãos. O governador Paulo Câmara (PSB) prometeu apurar responsabilidades com rigor, mas até agora manteve em sigilo o nome dos comandantes da operação policial – uma informação que certamente é fácil de conseguir. Das duas, uma: ou o próprio Paulo Câmara deu ordens para que a passeata fosse dispersada sem que houvesse qualquer desordem ou baderna, ou ele está com medo de impor sua autoridade aos Policiais Militares de seu Estado. Esta segunda alternativa é preocupante. Seria indício de que a infecção das PMs pelo vírus do bolsonarismo está mais avançada do que se poderia imaginar.

A oposição que dorme de boca aberta
A notícia começou a circular no final da semana passada. A turma de Paulo Guedes está pensando em “testar” um novo programa social no ano que vem, usando recursos extraordinários, fora do teto de gastos. Traduzindo, eles querem dinheiro livre das amarras do Orçamento para ajudar Bolsonaro a se reeleger. Vou repetir o que já disse aqui: a oposição está inerte, enquanto um governo se mexe para pôr de pé uma plataforma assistencialista que possa chamar de sua. A questão, obviamente, não é impedir que os recursos cheguem a quem necessita. A questão é impedir que um presidente e um ministro que desprezam pobres possam se apresentar como grandes benfeitores dos desvalidos. Já sugeri que o Congresso tome conta dessa pauta discutindo em paralelo a reestruturação dos programas sociais da União e a revisão do teto de gastos. O furdunço nas contas públicas provocado pela pandemia já seria motivo o bastante para essa revisão, mas agora temos também o fato de que o governo, de forma calhorda, quer recursos extraordinários para usar em proveito próprio. Outra alternativa: que fim levou aquela discussão sobre transformar o Bolsa Família em programa de Estado, e não mais de governo? Uma comissão foi criada em 2019 para tratar do assunto, mas nunca mais se ouviu falar dele. A oposição está dormindo. De boca aberta.

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