COP30: Ucrânia cobrará indenização bilionária da Rússia por danos climáticos da guerra

COP30: Ucrânia cobrará indenização bilionária da Rússia por danos climáticos da guerra

"PrédioConfira as últimas notícias sobre a COP30, que acontece na capital paraense de 10 a 21 de novembro.Confira as últimas notícias sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontece na capital paraense de 10 a 21 de novembro. Entre 40 mil e 50 mil pessoas, incluindo chefes de Estado e de governo de quase 200 países, devem participar do evento para discutir medidas para uma maior proteção climática.

A adaptação às mudanças climáticas é um tema central em Belém. À medida que as economias, os ecossistemas e as comunidades começam a sofrer impactos climáticos mais frequentes e severos, há uma necessidade urgente de mitigar essas consequências.

Ucrânia cobrará indenização bilionária da Rússia por danos climáticos da guerra
A Ucrânia cobrará 43 bilhões de dólares em compensação climática da Rússia pelas emissões de gases causadas pela invasão, anunciou nesta terça-feira (18/11) o vice-ministro da Economia, Meio Ambiente e Agricultura ucraniano, Pavlo Kartashov.

Em um evento no âmbito da COP30 em Belém, o vice-chefe da pasta ambiental ucraniana advertiu que o clima "também é uma das vítimas da guerra", pois, após três anos de guerra, foram emitidas 237 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, o equivalente às emissões anuais da Áustria, Bélgica e Irlanda juntas, de acordo com um comunicado.

"As enormes quantidades de combustível queimado, florestas incendiadas, edifícios destruídos, o cimento e o aço utilizados: todas essas coisas são essencialmente ‘carbono de conflito’ e têm um custo climático considerável", disse Kartashov.

Esse pedido responde a uma resolução da Assembleia Geral da ONU de novembro de 2022, na qual se exigiu à Rússia o pagamento total dos danos causados pela sua agressão à Ucrânia. A Ucrânia ampliou a exigência para incluir explicitamente os danos climáticos como parte da devastação.

cn (EFE)

Em mutirão na COP30, países ricos e em desenvolvimento pedem rota para fim dos fósseis
Uma aliança de países ricos e em desenvolvimento a favor de um prazo para o abandono dos combustíveis fósseis se formou em Belém na 30ª Conferência da ONU sobre o Clima, a COP30.

Anunciada nesta terça-feira (18/11) pela ministra de Meio Ambiente das Ilhas Marshall, Tina Stege, o grupo diz ter reunido a assinatura de 16 países até agora, mas espera contar com o apoio de 80.

No palco de uma das salas reservadas para coletivas de imprensa, os ministros disseram estar trabalhando em mutirão. A palavra, colocada pela primeira vez no contexto das negociações climáticas pelo embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, presidente da COP, significa "fazer junto", e seu espírito parece ter "pegado" entre os líderes.

A coalizão pede que a conferência no Brasil entregue um mapa indicando a rota de saída da dependência dos combustíveis fósseis. É a sua queima que, nos últimos duzentos anos, tem despejado em maior quantidade gases de efeito estufa que aceleram as mudanças do clima.

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Lula rebate Merz e diz que "Berlim não oferece 10% da qualidade" de Belém
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta terça-feira a declaração do chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz , que comparou desfavoravelmente o Brasil com o seu país durante um discurso em um evento na semana passada.

Em seu discurso, Merz enalteceu a "beleza" da Alemanha e disse que jornalistas que o acompanhavam na ocasião da Cúpula de Líderes, realizada em Belém antes da COP30, ficaram "contentes" em retornar à Alemanha ao final do evento.

Ao discursar durante um evento no interior de Tocantins, Lula afirmou que Merz deveria ter aproveitado a cultura e a culinária do Pará durante sua passagem pela COP30, e disse que a capital alemã, Berlim, não oferece 10% da qualidade de Belém.

"O primeiro-ministro da Alemanha esses dias se queixou: 'ah eu fui em Belém, mas voltei logo porque eu gosto mesmo é de Berlim'. Ele, na verdade, deveria ter ido em um boteco no Pará, deveria ter dançado no Pará, ele deveria ter provado a culinária do Pará, porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora, coma maniçoba", disse o presidente.

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rc (ots)

PF detecta mais de 2 mil drones em áreas da COP30
A Polícia Federal (PF) informou nesta terça-feira que foram detectados 2.270 drones não autorizados em locais estratégicos de Belém entre 31 de outubro e 15 de novembro.

As equipes de segurança impediram 184 tentativas de sobrevoo em locais considerados estratégicos para a segurança da COP30, como o Aeroporto Internacional de Belém, o parque da cidade e a área do Porto Outeiro.

A operação de vigilância e defesa do espaço aéreo em Belém é realizada pelo Centro Integrado de Controle de Aeronaves Remotamente Pilotadas e Contramedidas (CIC-ARP/CM), sob a coordenação da PF, com o apoio das Forças Armadas e outros órgãos de segurança pública.

Segundo a PF, os equipamentos utilizados permitem detectar drones em um raio de até dez quilômetros e neutralizar voos em distâncias de até dois quilômetros, no intuito de garantir a proteção do evento e a segurança dos participantes.

Após o confronto entre manifestantes e as equipes de segurança na semana passada, as autoridades reforçaram o policiamento e o controle sobre a circulação dos participantes no entorno da chamada Blue Zone – área onde ocorrem as negociações entre os representantes dos governos – com presença ampliada da Polícia Militar e do Exército.

rc (ots)

Brasil apresenta versão inicial de acordo na COP30
O Brasil apresentou nesta terça-feira (18/11) a primeira versão de um acordo entre as nações participantes das negociações climáticas da ONU.

O documento de nove páginas, intitulado Mutirão Global – em referência a um conceito indígena de união em prol de um objetivo comum – foi divulgado após o Brasil instar os delegados a trabalharem dia e noite para que fosse possível chegar a um acordo até o meio da semana.

O rascunho reflete a forte divisão entre a coalizão que deseja um "roteiro" para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e o bloco liderado por países produtores de petróleo que se opõe a qualquer esforço nesse sentido.

O texto propõe um "workshop" alternativo para discutir "soluções de baixo carbono" ou uma cúpula ministerial de alto nível para avaliar possíveis caminhos para ajudar os países a "superar progressivamente sua dependência de combustíveis fósseis".

O documento também sugere a possibilidade de avaliar anualmente os compromissos climáticos nacionais, em vez de a cada cinco anos, como forma de averiguar com mais frequência o progresso global na redução das emissões, e a triplicação 2030 ou 2035 da assistência financeira dos países ricos às nações em desenvolvimento para adaptação às mudanças climáticas – uma demanda fundamental das nações mais pobres.

O texto, porém, deixa em aberto uma ampla gama de possibilidades sobre os pontos críticos das discussões em Belém – medidas referentes ao comércio, financiamento para as nações mais pobres e a insuficiência global das metas de redução de carbono. Ainda assim, segundo observadores, a rápida elaboração de uma versão preliminar deixou a presidência da COP30 confiante de que poderá chegar a um resultado em breve.

rc (AFP, Reuters)

Ministro alemão elogia Belém após críticas de Merz a cidade-sede da COP30
Após a imprensa brasileira repercutir falas do chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz , sobre Belém, onde esteve no início de novembro para participar da cúpula de líderes que antecedeu a COP30, o ministro alemão do Meio Ambiente, que participa atualmente das negociações no Pará, teceu elogios à cidade nas redes sociais.

Sem citar o premiê, o social-democrata Carsten Schneider compartilhou nesta segunda-feira (17/11) uma imagem nas redes sociais acompanhada por um texto em português que dizia que o "Brasil é um país maravilhoso, com um povo acolhedor e bom anfitrião".

"Pena que não poderei ficar mais tempo após a COP. Teria algumas ideias, por exemplo, pescar com os meu amigos da Amazônia", brincou Schneider.

À imprensa, ele também elogiou Belém, mas foi mais sóbrio em seus comentários: "No fim de semana tive a oportunidade de recolher minhas primeiras impressões de Belém, esta cidade incrível, e do entorno. Vi muito esforço, gente maravilhosa, mas também muita pobreza."

Na semana anterior, Merz pedira em discurso a empresários que defendessem e valorizassem a Alemanha, e comparou-a a Belém .

"Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: 'Quem de vocês gostaria de ficar aqui?' Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos", disse Merz.

"Vivemos em um dos países mais livres do mundo, e vale a pena defender nosso país, nossa democracia e nossa ordem econômica", argumentou.

Alemanha promete € 60 milhões para fundo de adaptação climática
Em Belém para a COP30 , o ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider, prometeu nesta segunda-feira (17/11) 60 milhões de euros (R$ 370,5 milhões) para o Fundo de Adaptação Climática.

A Alemanha é quem mais contribui com a iniciativa, criada em 2007, e que desde então destinou 1,39 bilhão de dólares (R$ 7,4 bilhões) a projetos de adaptação e resiliência climática ao redor do mundo – sendo 610 milhões de euros (R$ 3,7 bilhões) bancados pela Alemanha.

O valor, porém, está muito aquém dos 300 bilhões de dólares anuais (R$ 1,6 trilhão) que os países ricos concordaram na COP29, em Baku, no Azerbaijão, em repassar a nações em desenvolvimento até 2035 para ajudá-las a enfrentar as mudanças climáticas.

Em discurso a representantes de cerca de 190 países, Schneider frisou que a Alemanha continua a ser um "parceiro confiável" mesmo diante da situação fiscal delicada do governo. Também defendeu a transição energética, dizendo que é preciso "se libertar da nossa dependência de carvão, petróleo e gás", o que requer aumentar a fatia das energias renováveis nos setores de transporte, indústria e habitação.

Até agora, porém, a Alemanha não se pronunciou sobre quanto pretende aportar na iniciativa proposta pelo Brasil para frear o desmatamento em nações do Sul Global, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

Nesta segunda-feira, teve início a segunda e decisiva semana de negociações na COP30, com diversos ministros deixando claras suas posições em discursos perante o plenário da conferência. Entre os principais pontos de conflito estão medidas mais ambiciosas para a urgente redução das emissões de gases de efeito estufa, bem como o financiamento climático para países mais pobres.

ra (AFP, KNA, ots)

Secretário-executivo da ONU pede mais rapidez nas negociações
O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, pediu nesta segunda-feira (17/11) que os ministros acelerem as negociações na COP30, pois as nações permanecem divididas sobre questões-chave a apenas cinco dias do fim da conferência.

"Há uma enorme quantidade de trabalho pela frente para ministros e negociadores. Peço a vocês para tratarem mais rapidamente das questões mais difíceis", disse Stiell, acrescentando: "Não podemos absolutamente nos dar ao luxo de perder tempo com atrasos táticos ou obstruções."

Austrália e Turquia travam queda de braço para sediar próxima COP
A Austrália e a Turquia estão em um impasse sobre quem deve sediar a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31) em 2026.

O anfitrião é selecionado por consenso, portanto, a menos que a Austrália ou a Turquia retirem sua candidatura ou os países concordem de alguma forma em compartilhar a responsabilidade, ambos perderão a oportunidade.

Se não houver consenso, a cúpula será revertida para Bonn, cidade do oeste da Alemanha que sedia o secretariado climático da ONU.

A fonte turca disse que as discussões com a Austrália à margem das reuniões anuais da Assembleia Geral da ONU inicialmente resultaram em um entendimento mútuo, incluindo propostas para a gestão conjunta da presidência e reuniões de alto nível compartilhadas.

Mas uma carta do primeiro-ministro australiano Anthony Albanese ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan rejeitou os acordos anteriores, citando as regras da ONU contra a copresidência e preocupações com o desvio da agenda da COP focada no Pacífico, disse a fonte.

jps (AFP)

Alemanha anuncia "nos próximos dias" contribuição para fundo florestal
A Alemanha anunciará nos próximos dias o valor de sua contribuição para o novo fundo para florestas tropicais capitaneado pelo Brasil, prometeu neste sábado o ministro alemão do Meio Ambiente, Carsten Schneider, após chegar a Belém para a semana final da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30 ), segundo noticiou a mídia alemã neste domingo (16/11).

Berlim se comprometeu a apoiar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva , que visa recompensar financeiramente os países pela preservação de suas florestas tropicais em um esforço para combater o desmatamento.

"Tenho conversado sobre isso em Berlim nos últimos dias e espero que possamos dizer em breve exatamente quanto dinheiro será envolvido", disse Schneider. "Mas podem ter certeza de que, se a Alemanha fizer isso, será feto da maneira correta."

As expectativas em relação ao governo alemão são altas na cúpula do clima, após o chanceler federal, Friedrich Merz, prometer uma "quantia substancial" da Alemanha durante sua visita na semana passada.

Segundo estimativas do Brasil, o fundo , com um volume alvo de 125 bilhões de dólares, poderia distribuir cerca de 4 bilhões de dólares anualmente após um período inicial de implementação, quase três vezes o volume atual de ajuda financeira internacional para florestas.

Brasil e Indonésia prometeram US$ 1 bilhão cada. Ambos os países abrigam extensas florestas tropicais.

Organizações ambientais pediram no início desta semana que a Alemanha igualasse a contribuição de seu parceiro próximo, a Noruega. Oslo anunciou sua intenção de contribuir com 3 bilhões de dólares para o fundo ao longo de 10 anos.

O primeiro dia de Schneider em Belém incluiu visitas a projetos locais e empresas na Amazônia ao redor da cidade. Ele viu como a borracha é extraída e as bagas de açaí são colhidas, e também visitou um projeto de parque financiado pela Alemanha.

md (DPA, ots)

Marcha em Belém pede fim do uso de combustíveis fósseis
Milhares de pessoas percorreram as ruas de Belém neste sábado (15/11) para pedir o fim da exploração e consumo de combustíveis fósseis. A Marcha dos Povos ocorreu paralelamente à Conferência do Clima da ONU, a COP30.

A passeata começou no Mercado de São Brás, no Centro de Belém, e se dirigiu até as imediações do Parque da Cidade, onde está sendo realizada a conferência,

O protesto, liderado por ambientalistas, também contou com a participação de indígenas e movimentos de agricultura familiar.

Os manifestantes realizaram ainda um enterro simbólico com caixões representando o petróleo, o carvão e o gás.

Jps (ots)

Indígenas bloqueiam entrada principal da COP30
Dezenas de indígenas bloquearam nesta sexta-feira (14/11) a entrada principal da COP30 em Belém. O protesto pacífico reuniu cerca de 60 manifestantes. O grupo exigia uma reunião com Lula. Os participantes das negociações climáticas foram orientados a usar uma entrada lateral.

O protesto ocorreu um dia após a ONU pedir ao Brasil um aumento da segurança na cúpula climática, depois do protesto de um grupo de manifestantes indígenas e ecologistas da última terça-feira, que invadiu a chamada zona azul, o setor restrito do complexo onde são realizadas as negociações climáticas.

Nesta sexta, após os manifestantes ocuparem a entrada da zona azul, a Força Nacional e o Exército brasileiro fecharam o local. O grupo encerrou o protesto depois de conversar com o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e a diretora-executiva da conferência, Ana Toni. Eles também foram recebidos pelas ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

Segundo a enviada especial da DW, Nádia Pontes, a principal pauta dos manifestantes seria a revogação do decreto da concessão das hidrovias Tapajós, Tocantins e Madeira.

Parlamento Europeu aprova plano para cortar CO2 em 90% até 2040
O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (13/11) o plano da União Europeia (UE) para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 e terceirizar 5% dessa meta para países fora do bloco, por meio de créditos de carbono, abrindo caminho para que ele seja incorporado à legislação da UE.

O plano fica aquém da meta de pelo menos 90% de redução de emissões sem compensação de carbono, que os consultores científicos da UE haviam afirmado ser suficiente para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC – o nível necessário para evitar ondas de calor e secas muito mais graves.

Um compromisso arduamente negociado, o plano ainda é mais ambicioso do que os compromissos de redução de emissões da maioria das principais economias, incluindo a China.

Os ministros do Clima e Meio Ambiente dos países da UE já haviam apoiado a proposta na semana passada, a tempo de não chegar de mãos vazias à COP30, a cúpula climática da ONU, que começou na segunda-feira.

O Parlamento Europeu aprovou a meta com uma maioria de 379 votos a favor, 248 contra e 10 abstenções. Os parlamentares também rejeitaram uma proposta dos Patriotas pela Europa, um grupo parlamentar de extrema direita, para abolir completamente a meta climática.

md (Reuters, ots)

Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2025
As emissões de dióxido de carbono (CO2) de origem fóssil devem bater um novo recorde em 2025, segundo o relatório Global Carbon Project divulgado nesta quinta-feira (13/11) no âmbito da COP30.

Os pesquisadores constataram que as emissões deste gás que provoca o aquecimento global provenientes de combustíveis fósseis aumentaram 1,1% neste ano em relação a 2024. Assim, o total de emissões de petróleo, gás e carvão deve chegar a 38,1 bilhões de toneladas.

Apesar da expansão do uso de energia renováveis, esse aumento não tem sido suficiente para compensar o crescimento da demanda energética.

Esse relatório, referência mundial para a ação climática, estimou uma cota restante de 170 bilhões de toneladas de CO2 para limitar o aquecimento global a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais. A cada ano o documento é elaborado por uma equipe internacional que inclui mais de 130 cientistas.

"Isso equivale a quatro anos de emissões na taxa atual antes que a cota se esgote, o que é essencialmente impossível", avaliou Pierre Friedlingstein, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que liderou o estudo.

O crescimento de emissões em 2025 afeta, em escala global, todos os combustíveis: carvão (0,8%), petróleo (1%) e gás natural (1,3%), segundo o documento. Em 2024, as emissões fósseis globais também cresceram 1,1% em relação a 2023, o que consolida "uma tendência ascendente" desde a recuperação pós-pandemia em 2021.

cn (DW, EFE)

Palco da COP30, Amazônia já sofre com mudanças climáticas
Para algumas comunidades na Amazônia, o período entre 2023 e 2024 ainda não acabou. A pior seca da história deixou estragos duradouros em várias regiões da maior floresta tropical do mundo.

Para quem interpreta o gigantesco volume de informações que a Amazônia gera, as mudanças são assustadoras. O maior ecossistema do Brasil e importante aliado para conter a emergência climática dá sinais de colapso. "A ciência mostra com muita clareza que todo o sul da Amazônia, do Atlântico até a Bolívia, já está mudando. A ciência está mostrando: essa região está na beira do ponto de não retorno", afirma à DW Carlos Nobre, climatologista e copresidente do Painel Científico para a Amazônia (SPA na sigla em inglês).

Nobre e outros 144 cientistas passaram o último ano revisitando centenas de estudos científicos focados na região. O resultado está no segundo relatório produzido pelo SPA, intitulado Conectividade da Amazônia para um Planeta Vivo, apresentado durante a COP30.

Na maior floresta úmida do mundo, a estação seca já está de quatro a cinco semanas mais longa. A temperatura também já subiu 2°C. Agora, a temporada sem chuvas ficou de 20% a 30% mais seca.

Isso não é resultado apenas do aquecimento global. Na Amazônia, o corte da floresta potencializa os impactos da subida do termômetro. Segundo um dos estudos citados pelo SPA, o desmatamento tem o maior peso (74%) na diminuição das chuvas.

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