COP26: Países fecham acordo para eliminar uso de carvão

GLASGOW, 4 NOV (ANSA) – O presidente da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), Alok Sharma, afirmou nesta quinta-feira (4) que 77 países assinaram um acordo para eliminar o uso do carvão, a principal fonte dos gases de efeito estufa.   

“O fim do carvão está à vista. Nestes dois anos conseguimos sufocar o financiamento do carvão e vemos a mudança nas políticas dos países”, disse Sharma, vislumbrando o fim do uso do carvão como fonte de energia para a humanidade.   

De acordo com o presidente da COP26, é preciso que todas as nações trabalhem juntos para atingir o objetivo. Atualmente, o carvão é responsável pela geração de 37% da eletricidade no mundo.   

Entre os signatários do acordo está a Ucrânia, detentora do terceiro maior parque industrial dependente desse recurso energético, depois da Alemanha e da Polônia. A China, os Estados Unidos e a Austrália ficam, por enquanto, fora do compromisso. O Brasil não se juntou à lista, pois não tem contribuição forte nas emissões por carvão.   

O governo ucraniano, por sua vez, comprometeu-se a limitar a produção de carvão até 2035. Outras nações, como o Chile, Singapura, Azerbaijão, Eslovênia e Estônia pretendem chegar ao mesmo objetivo dentro de 15 anos.   

Além dos países que se comprometeram em Glasgow, na Escócia, 11 instituições financeiras farão parte da aliança e concordaram em parar de financiar a indústria do carvão.   

“O objetivo é acabar com o uso do carvão em 2030 nos países desenvolvidos e em 2040 nos outros” mais pobres, ressaltou Sharma, lembrando que Marrocos e Indonésia prometeram parar de construir usinas.   

Hoje, Itália, Estados Unidos, Canadá e outros 17 nações também fecharam um acordo para interromper o financiamento público de projetos de combustíveis fósseis até o final de 2022. Com essa mudança, serão transferidos cerca de US$17,8 bilhões anualmente dos subsídios aos combustíveis fósseis para a transição de energia limpa. (ANSA)