A Converse retirou de circulação uma peça publicitária de sua nova campanha após a imagem provocar críticas nas redes sociais por supostas referências à Ku Klux Klan (KKK) e à violência racial nos Estados Unidos.
A fotografia fazia parte da divulgação do Chuck 70 X e era estrelada pela cantora sul-coreana Karina, integrante do grupo de K-pop aespa. A artista aparece usando uma saia branca e segurando um par de tênis pretos enquanto outros calçados estão distribuídos pelo cenário.
O anúncio havia sido publicado no final de agosto, mas ganhou repercussão nas redes sociais nas últimas semanas. Usuários passaram a questionar principalmente a combinação entre iluminação, enquadramento e posição dos objetos na fotografia.
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Esse ano, nos EUA, um jovem negro foi pra uma casa de lago com um grupo de “amigos” branco, desapareceu e todos alegaram que não sabiam nada. A família veio pras redes sociais pedir ajuda pq ele ficou dias sumido sem explicação de nenhuma autoridade, mas infelizmente foi encontrado na floresta perto da lago, enforcado. A polícia encerrou o caso como suicídio.Ano passado outro caso ficou famoso quando uma jovem negra, estudante, foi encontrada enforcada DENTRO DO CAMPUS DA FACULDADE onde ela estudava, no Mississipi. A polícia encerrou o caso como suicídio.
Esses são apenas 2 das DEZENAS de casos que estão aparecendo principalmente nos estados sulistas, onde historicamente a Ku Klux Klan sempre atuou com muita violência, e todos encerrados como suicídio. Famílias estão precisando vir em redes sociais pra conseguir informações sobre seus filhos desaparecidos porque a polícia está sendo claramente negligente – pelo mesmo motivo que você nunca verá o Batman investigando o Bruce Wayne.
Isso é o apito de cachorro mais descarado que eu já em DÉCADAS, mas não importa de ser. A Converse tirou as fotos da internet, pediu desculpas, mas também não importa. O recado já foi mandado e quem a empresa queria que entendesse, já entendeu. Fiquem de olho em quem vai aparecer do nada de All Star no pé nos palanques e telas do mundo.
— lorraine (@bbhyunna) September 20, 2026
O que provocou a polêmica?
Uma luz projetada sobre a saia branca de Karina cria uma forma triangular. Internautas afirmaram que o resultado visual lembrava os capuzes pontiagudos historicamente associados à Ku Klux Klan, organização supremacista branca surgida nos Estados Unidos no século 19.
Outro elemento também foi alvo de críticas. Na fotografia, Karina segura um par de tênis de maneira que os calçados aparecem suspensos. Alguns usuários interpretaram a composição como uma possível referência visual às vítimas de linchamentos, uma das formas de violência racial praticadas historicamente nos Estados Unidos.
As interpretações partiram de usuários das redes sociais. Não há indicação de que a Converse tenha criado ou divulgado a campanha declarando qualquer relação com a KKK ou com atos de violência racial.
Converse reconhece erro e pede desculpas
Após a repercussão, a Converse retirou a fotografia de seus canais oficiais e afirmou que trabalha para eliminar a peça de outros locais onde ela ainda esteja disponível.
Em comunicado, a empresa pediu desculpas e reconheceu que a imagem não deveria ter sido utilizada. A marca também afirmou compreender por que a composição foi considerada profundamente perturbadora e prometeu rever sua atuação para evitar episódios semelhantes.
O presidente da Converse, Aaron Cain, também comunicou funcionários sobre o episódio e afirmou que a companhia pretende fazer as mudanças necessárias após a repercussão da campanha.
Campanha tinha estrela do K-pop
Karina é integrante do aespa, grupo feminino sul-coreano formado pela SM Entertainment. Ela aparece como protagonista de diferentes peças da campanha internacional criada para divulgar o Chuck 70 X.
Até o momento, a controvérsia está concentrada na composição específica retirada do ar. A permanência da cantora na divulgação do produto indica que a decisão da empresa foi direcionada à fotografia questionada, e não necessariamente à parceria com a artista.
A repercussão voltou a colocar em discussão os processos de revisão de campanhas publicitárias globais e a necessidade de considerar como iluminação, enquadramento e outros elementos visuais podem assumir significados diferentes daqueles originalmente pretendidos.
Da IstoÉ