Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O técnico Tite barrou o seu goleiro que é titular do time desde 2012. O meio de campo mudou novamente. Integrantes das organizadas se reúnem com jogadores e diretoria no CT. O Corinthians que enfrenta o Vitória, neste domingo, às 16 horas, no estádio do Barradão, em Salvador, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, está em crise?

O fato é: o momento não é bom. Existe pressão por resultados após as eliminações no Campeonato Paulista e na Copa Libertadores. A estreia no Brasileirão não teve brilho algum: um 0 a 0 com o Grêmio que rendeu vaias no estádio Itaquerão.

É verdade que são só quatro jogos, mas o time não conquista uma vitória há um mês, quando os reservas derrotaram o Cobresal, do Chile, por 6 a 0, na última rodada da fase de grupos da Libertadores. Depois disso, veio uma sequência de empates que levou às quedas para Audax e Nacional, do Uruguai.

Sobrou até para Tite, técnico supercampeão pelo time, que foi criticado por parte da torcida por demorar a mexer na equipe. Ele foi chamado de teimoso. “O tempo do técnico é diferente do torcedor, é diferente do comentarista”.

O bom início em 2016, a melhor campanha no Paulistão e boa fase de grupos na Libertadores encobriram algumas deficiências do elenco e deram a impressão que time era tão bom quanto que venceu o Brasileirão. E não é porque fraquejou na hora da decisão.

Saíram jogadores que estão na seleção brasileira e outros experientes e vieram atletas que ainda buscam (ou tentam recuperar) seu espaço. Casos de André e Guilherme, dois dos mais criticados pela torcida. Guilherme saiu e já voltou ao time. André, não. Mas Tite tenta dar uma cara ao Corinthians ao escalar Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel juntos. Lucca e Romero voltaram à reserva.

É com essa nova configuração que o time tenta a primeira vitória no Brasileiro. “Não falo em reconstrução porque ficou batido. Mas sim em ajustes, em usar peças que estão treinando”, disse Tite. Quem terá sua grande chance é o goleiro Walter, que assume o posto de titular. “É difícil (mudar o goleiro). O momento é do Walter”, afirmou o treinador.