Consumo consolidado de energia na Energisa cresce 5,2% em dezembro e 3,7% em 2017

A Energisa informou nesta terça-feira, 23, que o consumo consolidado de energia elétrica registrado pelo do grupo cresceu 5,2% em dezembro em relação ao mesmo mês do ano anterior, para 2.504,0 Gigawatts/hora (GWh). Considerando o fornecimento não faturado, o volume registrado foi de 2.587,8 GWh, aumento de 4,5% na mesma base de comparação.

O aumento de consumo foi apurado em todas as classes. A classe residencial, com crescimento de 4%, mostrou os melhores aumentos na Energisa Mato Grosso – EMT (+10,2%), Energisa Mato Grosso do Sul – EMS (+5,5%) e Energisa Tocantins – ETO (+4,9%). A classe industrial registrou o maior crescimento do ano, de 7,8%, favorecida pelo consumo da Energisa Tocantins – ETO (+24,8%), Energia Mato Grosso do Sul – EMS (+11%) e Energisa Mato Grosso – EMT (+10,9%).

Entre as concessões o destaque ficou com as regiões Centro-Oeste e Norte. Na unidade de Tocantins, o consumo cativo e livre aumentou 12,5%, puxado pelas classes residencial, industrial e rural, influenciadas pelas temperaturas elevadas e pela baixa base de comparação no mesmo período de 2016.

O consumo na Energisa Mato Grosso do Sul – EMS cresceu 4,4%, principalmente em função da classe industrial, visto o forte aumento no segmento de metalurgia (+53,3%). A expressiva alta é atribuída a retomada do consumo de um cliente que estava desligado por aproximadamente cinco anos.

A Energisa Tocantins – ETO, por sua vez, apresentou aumento de 4,7%, também com significativo crescimento da classe industrial como resultado da melhor performance do setor químico.

Recuperação gradual

Em 2017, o consumo de energia elétrica do grupo no mercado cativo e livre cresceu 3,7% em relação ao ano anterior, totalizando 29.604,9 GWh. O avanço acontece após um ano de queda (2016) e outro de estabilidade (2015). Considerando o fornecimento não faturado, o volume atingiu 29.620,4 GWh (+4,0%) no ano passado, um recorde histórico, sinalizando a recuperação gradual do mercado de energia.

Segundo a empresa, o quarto trimestre foi de extrema importância para esse resultado, principalmente diante da baixa base de comparação em função do clima mais ameno em algumas áreas de concessão no final de 2016.

Todas as classes do grupo apresentaram variação positiva no ano, com destaque para a rural (7,9%). Após seguidos recuos em 2015 e 2016, a classe industrial apresentou crescimento (+2,3%), principalmente em função da melhoria no cenário macroeconômico do país. O ramo de alimentos, com representatividade de 40% da classe, apresentou a maior variação (+5,3%), vinculado às distribuidoras do Centro-Oeste.

Por distribuidora, a empresa destaca a performance da Energisa Mato Grosso – EMT (+6,6%) e da Energisa Mato Grosso do Sul – EMS (+5,4%), que juntas representam 45,8% do mercado total da Energisa. A EMT acumulou variações positivas em todas as classes de consumo e apresentou crescimento na maioria dos meses do ano, exceto em fevereiro e em abril. A EMS também apresentou crescimento em todos os meses, com recuo apenas em abril.

A única distribuidora a apresentar recuo em 2017 foi a Energisa Sergipe – ESE (-1,3%), em razão dos elevados índices pluviométricos e redução no consumo de clientes no ramo de cimento e óleo e gás.