Em 2024, o consórcio imobiliário movimentou R$ 191,1 bilhões, alta de 35% segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), e se consolidou como alternativa de investimento de alavancagem patrimonial com menor risco e maior previsibilidade, em meio a juros elevados e crédito restrito. “O avanço da modalidade se deve à ausência de juros, ao custo menor que o financiamento e à correção pelo INCC, que protege contra a inflação e valoriza o capital”, aponta Juciel Oliveira, CEO da Monteo Investimentos.
De acordo com o CEO da empresa especializada em alavancagem patrimonial via consórcio, é preciso se atentar a 5 pontos ao investir na modalidade:
- Administradora regulada: confirme se a empresa é autorizada pelo Banco Central.
- Valor da carta de crédito: deve estar alinhado ao seu objetivo patrimonial.
- Gestão ativa: acompanhe mensalmente a evolução da sua cota e não deixe de monitorar prazos de contemplação.
- Planejamento financeiro: tenha clareza sobre como custear as parcelas (salário, rendimentos ou reservas).
- Uso estratégico: avalie se a carta será destinada a imóvel próprio, diversificação de portfólio ou geração de renda com aluguel.
Mudança no perfil dos consorciados
Antes ligado à compra da casa própria pela classe média, o consórcio imobiliário passou a atrair também empresários, profissionais liberais e jovens. “Em 2024, a Monteo iniciou quase mil novas cartas de crédito, somando R$ 326 milhões em contratos e ultrapassando R$ 1 bilhão sob gestão. Para 2025, a expectativa é de manter crescimento próximo a 40% ao ano”, revela Oliveira.
Entre as estratégias mais comuns está o uso de rendimentos de aplicações, como fundos imobiliários, para pagar as parcelas do consórcio. “Com uma carteira de R$ 500 mil
rendendo 0,7% ao mês, é possível custear um crédito de R$ 1 milhão e ainda manter o capital aplicado”, explica o CEO. O modelo tem atraído tanto compradores de imóveis residenciais quanto investidores em renda de aluguel e empreendimentos comerciais.
Desafios e perspectivas
Mesmo em alta, muitos investidores perdem oportunidades por falta de gestão. De acordo com o especialista, o consórcio não é para imediatistas, e sim para quem pensa no médio e longo prazo. “Isso reflete a busca por educação financeira, afinal a linguagem técnica ainda é um obstáculo. O desafio não é a falta de interesse, e sim como o tema é apresentado. Nosso papel é simplificar e mostrar que é possível começar com pouco”.
Com mais de 3 mil clientes em todo o país, a Monteo oferece assessoria completa, do planejamento à aquisição do imóvel. “Nosso diferencial não é vender consórcio, é entregar estratégia para gerar resultados reais”, afirma o CEO. “Em breve, lançaremos uma plataforma bem estruturada para apoiar investidores e empresas do setor, pois acreditamos na modalidade como uma ferramenta de preservação de capital, diversificação e geração de renda”, conclui.